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Dia do Trabalho (01 de maio de 1974)

Data de hoje, consagrada universalmente ao Trabalho, representa uma hosana de homenagens aos trabalhadores de todo o mundo. O brasileiro, dotado de inegáveis pendores cristãos, em que pese o próprio cosmopolitismo de suas raças originais, é por excelência e natureza, uma criatura das mais sensíveis e amorosas. O nacional habituou-se a tributar homenagens à classes, grupos, nomes e datas. Nas proporções comparativas que marcam os eventos, todas essas homenagens e comemorações são justas, gratas e profundas. --:-- Homenagear o Trabalho é dignificar o próprio progresso, que as mãos e as inteligências humanas acionam, projetam e desenvolvem. Render um tributo de respeito e de homenagem aos Trabalhadores é saber reconhecer, nas multivariadas atividades dos homens, os sustentáculos que contróem a grandeza das próprias nações. Ao ról imenso das atividades humanas, a elasticidade natural de centenas de profissões e de atividades, procedamos, por justiça, mesmo resguarda...

Candidatos, dois (30 de abril de 1974)

Continuo à cavaleiro da situação para emitir conceitos sobre a necessidade de eleição de um deputado mariliense. Antes da Câmara, antes da coesão das forças vigentes do município, a referida bandeira já era levantada por esta mesma coluna, que, na ocasião, antes de ser batisada com o nome de “De Antena e Binóculo”, tinha a denominação de “Mensagem do Observatório”. Isto em 1946, após a queda de Getúlio e no início do chamado período de redemocratização do Brasil. --:-- Acredito daqui ter saído uma parcela, pequena que seja, mas que acabou elegendo Fernando Mauro, Diogo Nomura e Aniz Badra. --:-- Tenho batido no mesmo prego vezes inúmeras. E continuarei a fazê-lo. --:-- Abordo hoje, em questão mesma, dois nomes de cidadãos marilienses, com respeito ainda ao “descobrimento” de um elemento que possa vir a representar o candidato único da Arena mariliense. --:-- Felipe, primeiro. Teve seu nome focalizado. Encontrou ressonância de certa forma expr...

O negócio é ir à montanha (27 de abril de 1974)

“Já que a montanha não vem a Maomé, Maomé vai à montanha”. Tempo, inexorável e místico, passando seguidamente. Segundos, minutos, horas, dias e noites, formando semanas, semanas que se transformam em meses, meses que somam anos. --:-- Política municipal, em termos de partido situacionista, no marco zero, fria como um “iceberg”, indefinida como uma equação algébrica. Pior, sem perspectivas animadoras, em que pese interesses confessos, de alguns dos muitos arenistas marilienses. --:-- Há puslianimidade no caso. Negá-lo é afirmar a existência da faca sem cabo e sem lâmina. Por certo, muitos estariam dispostos a entrar no páreo, faltando-lhes, provavelmente, convicção de penetração e permanência no seio do colegiado eleitoral. --:-- Então, vamos à montanha. Vamos a Brasília buscar o homem que tem condições, possibilidades, competência, gabarito e lastro político-eleitoral suficiente para ser deputado estadual por nossa cidade. Busquemos o mar...

Seria uma fórmula válida? (26 de abril de 1974)

Não estou muito “por dentro” das diretrizes, amplitudes e restrições legais e estatutárias das duas facções doutrinárias de vigente política nacional. Por esta razão, a hipótese que irei aventar fica “à priori" condicionada à legislação, ou mesmo conveniência dos referidos partidos políticos, cingindo-se, em especial, à faixa mariliense. --:-- Após o chamado período de redemocratização do país, com a queda de Getúlio Vargas e antes da eleição de Gaspar Dutra, foi elaborada a Constituição do Brasil, isto em 1946. No ano seguinte, era elaborada a Constituição do Estado de São Paulo. Tanto a primeira como a segunda Cartas Magnas, perderam a plenitude, modificadas e substituídas que foram por diplomas legais posteriores. Na época foi também promulgada a Lei Eleitoral, cujo número, se não me falha a memória, deveria ser 2.250. Elástica, a mencionada Lei permitia o funcionamento de vários partidos políticos e mesmo tendo sido regularmente emendada, ...

Coisas que não dão para entender (25 de abril de 1974)

O jornal “Diário de São Paulo” publicou, há poucos dias, informação de que o gás liquefeito subiu em nosso Estado “apenas 11%”. Confesso que não sou lá grande coisa em matemática, mas sei que não há muito um bujão de gás custava Cr$ 14,60 e hoje está custando “apenas Cr$ 28,00”. Por mais que procure esquentar o bestunto, não consigo entender onde é que foi encontrada a cifra percentual. --:-- Tem muita gente por estas Marílias que receberam um aumentozinho de salários, em janeiro de 1973 e estão aguardando o próximo mês de maio para mais um “achegozinho”. Tudo vem subindo de preços nestes últimos tempos, havendo gêneros que elevaram-se com mais rapides do que um foguete pirotécnico, mas de vez em quando uma tal de Fundação Getúlio Vargas faz divulgar estatísticas pela imprensa, dizendo que o custo de vida em tal mês subiu no Brasil “somente 1,3%”. Cada vez convenço-me mais de que sou muito “grosso” em matemática, pois não consigo encontrar essa cifr...

Faca sem cabo e sem lâmina (24 de abril de 1974)

Não existe, mesmo, uma faca sem cabo e sem lâmina. Como igualmente se não póde admitir a existência de um guarda-chuva sem cabo, sem pano e sem varêtas. Nem um colete com mangas. --:-- As expressões acima servem para afirmar, em têrmos de ironização, a existência de um fato que por sua própria natureza deveria ser concreto. --:-- Aproximamo-nos já do final do quarto mês do ano. Em novembro próximo teremos a realização das eleições para a deputação estadual e federal. Mas até agora Inês é morta. --:-- Em se falando sobre a circunstância de coesão de unidade política em Marília não se pode configurar a hernenêutica necessária e reclamada com insistência pelos próprios interesses do município e dos municípes. Nesse particular, nós, marilienses, sabemos que de fato existe a faca sem cabo e sem lâmina. E o guarda-chuva sem cabo, sem pano e sem vâretas. E o colête sem mangas. --:-- Meu amigo Sebastião Mônaco, detentor de um caráter de h...

Problemas Mirins (23 de abril de 1974)

O homem, quer pelo seu raciocínio natural ou pelo bom senso ou quer pelas experiências decorrentes das necessidades do mundo hodierno, que nada a repetição continua dos atos de nossos avós, preocupa-se sempre com os seus problemas – os grandes problemas. Quase seguidamente relega à plano de somenos importância os problemas pequenos, os problemas mirins. --:-- No entanto, a existência humana é de igual módo ocupada tanto pelos grandes problemas, como pelos problemas mirins, embora estes, aparentemente, não sejam dignos de uma grande preocupação. Muitas pessoas são de opinião de que as preocupações encurtam a vida e só se aborrecem quando assuntos de grande responsabilidade prende-lhes as atenções. É um erro tal proceder. Esses pequenos problemas são pequenas coisas que giram em torno do homem, assim como os satélites em volta do sol. E nem sempre o homem procura aperceber-se de tal. --:-- Pequenas coisinhas, originárias das próprias atividades cotidianas, vão...