Gírias e tatuagens (12 de março de 1977)
Dia outro, em palestra com um amigo, veio à tona do colóquio, o assunto relacionado com a gíria de nosso vernáculo. Efetivamente, o brasileiro é pródigo em inventar novas expressões, novas definições, palavras de sentido antagonico. Todavia, há dois generos desse mesmo campo. As gírias espontaneas, especialmente cariocas e as gírias de malandros e cadeieiros. --:-- Eu mesmo costumo usar gírias em meus escritos. Gírias sadias, bem entendido. Gírias naturais, dessas que enriquecem, senão o vocabulário oficial, pelo menos o sentido usual da identificação e discriminação das coisas. Não aprecio as gírias de cadeia e de malocas e algumas não entendo bem. --:-- Um distinto contava sobre um romance improvisado, em que mal havia visto uma dama, com esta havia trocado olhares e iniciado uma palestra, para acabar indo visitar a casa da mesma. Contou assim: - Eu tava de beleza, cismando as coisas, fazendo tempo para rango. Desdaí vinha acontecendo um mulher...