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Manguinhas de fora (22 de janeiro de 1977)

Começo do ano de 1964. Situação nacional intranquila. Jango e Brisola permitindo que assalariados de Moscou bagunçassem o coreto. Maus brasileiros, sobretudo maus patriotas, exultavam: “comunismo vai entrar”. Vagabundos, mas seguidores da doutrina exótica, preparavam-se para “receber” residências e fazendas daqueles que ganharam-nas com um trabalho suado, fruto de anos de trabalho constante. --:-- Caboclo, ingênuo, ignorante de tudo o que ouvia dizer e que não entendia, conversava com o outro: - Cumpádi, diz-que u tár di cumunismo vem aí. - Dêxa vim, qui nós avacáia êli. E o outro, mais curioso, queria saber o que era mesmo o comunismo que se anunciava que viria e o que representaria afinal. Pergunta ao compadre da cidade, homem que lia jornais, ouvia rádio, assistia televisão e conversava com o farmacêutico e o gerente do banco. E o homem da cidade explicou, então, ao ingênuo matuto: - O senhor me dá a palha de milho, o fumo de corda, o cani...

Cavalo pastador, cabresto curto (18 de dezembro de 1973)

É verdade. Para cavalo pastador, cabresto curto. --:-- Por falta de melhor assimilação, talvez. Ou por excesso de personalismo, quiçá. Ou por vaidosismo. Ou por prestenção. Ou por conveniências próprias. Ou por convencimento. O certo é que algumas diretrizes políticas, da própria política norteada pelo zênite discriminativo e objetivo da Revolução de 64, estão arrepiando e provocando o divorciamento dessas mesmas normas. Nesta comparação, não há o dedo da subvenção de interesses exóticos, mas sim uma consequência outra, tentando transformar em bagunça e descrédito, os princípios sadios do próprio espírito revolucionário. --:-- A desarmonia política atual, vem encetando uma caminhada não condizente com seus intentos e alvos. Se não constata, a necessári coesão doutrinária que deveria existir. Em contrário, há mais um fraccionamento flagrante de pontos de vista e rumos em colimação a seguir. Esse fato, traduz a inexistência de um pulso firme e a ausênc...