Questão da emotividade (05 de outubro de 1974)
Não sei explicar bem. Ou os sofrimentos da vida, indelevelmente entalhados no próprio Ego. Ou o amadurecimento mental completo. Ou o avançar dos anos. O exato é que, ao contrário do que possa parecer, tem gente que caminha a passos largos, para a sensibilidade emotiva. --:-- Tenho visto e sentido isso, à miude. Pessoas aparentemente “duronas”, chegando a um percurso da vida, em que a sensibilidade delas se aproxima, parecendo tornar mais terno o coração. Conheço muitos casos assim. Aqui em Marília. --:-- Inda outra noite, batendo uma caixa com o assessor de imprensa da Câmara, o popularíssimo Toninho Neto, inesperadamente e sem colimar, eu mesmo cheguei a dar uma prova desse fenômeno. No decurso da palestra, onde abordamos um rosário de assuntos marilienses, surgiu à tona algo relacionado com a Apae. E o Toninho perguntando-me se eu já havia visitado a referida instituição, obteve de minha parte resposta negativa. Aconselhou-me ele que eu ...