Pedaço de recordação (10 de fevereiro de 1977)
Certa ocasião, ví na vitrina de um estabelecimento comercial, na rua Cel. Galdino, um cartão com os seguintes dizeres: “O bom não é ser campeão. O gostoso mesmo é ser corinthiano”. Achei muito bacana a inscrição, embora eu não seja corinthiano. Vi na legenda, não uma evaziva, ou um consolo, ou uma desculpa, pelo “sofrimento corinthiano”. Vi, em contrário, uma vaidade e um orgulho, uma espécie de um ráio de incentivo e de estímulo, varrendo qualquer eventual desânimo ou esmorecimento. --:-- Sem relação ou correlação, o dístico referido ensejou-me a convicção de que é bom também ser velho, vivido num centro, para recordar com saudade fatos passados, coisas já idas, episódios que o tempo se encarregou de guardar em suas gavetas de esquecimento. --:-- Vejamos, neste jogo de associações de lembrança, como o imprevisto e as coincidências podem servir de inspirações ou influenciar fatos. --:-- A cidade tem três casas de pastos, com nomes originais italianos...