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Hoje, Dia do Farmacêutico (20 de janeiro de 1977)

Dia destes, palestrava eu com o deputado Doretto Campanari. No trivial da conversa, contei ao oftalmologista, que em criança tivera eu uma indomita e enorme vontade e vocação pela medicina. Mas que, tendo sido criado na lavoura, “no cabo da enxada”, esse anelo tornara-se impossível, acabando por desfalecer. --:-- Eu não tinha condições de atinar com a importância da ciência médica propriamente dita. O que, na minha ingenuidade eu admirava, era o médico em pessoa. Achava-o um ser superior, inteligente, dotado de uma autoridade impressionante, uma criatura sábia, que curava gente. E admirava, então, os dois médicos que existiam na cidadezinha onde morava. E sonhava ser médico também. --:-- Um de meus colegas de grupo escolar era “protegido” de um médico. O esculápio, que não tinha filhos homens, propuzera-se a custear os estudos desse meu colega, o Ari. Para que ele se formasse em medicina, pois o pai, velho sapateiro, não tinha condições de pagar os estudos. ...