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80 kilometros? Pois sim… (23 de março de 1977)

Porta voz do Presidente Geisel já advertiu: A medida de depósito compulsório de dois cruzeiros na compra de cada litro de gasolina poderá ser implantada, caso não se configure, em definitivo, a colaboração de todos e não se configure, em definitivo, a colaboração de todos e não se verifiquem os efeitos cogitados na faixa de economia do combustível. --:-- Isto vale dizer que está ainda em pendência a idéia inicial do anunciado depósito, cuja desobrigação posterior ocasionou euforia geral entre os brasileiros. Todavia, percebe-se que havendo maior compreensão ao apelo governamental e consolidando-se o maior índice de economia de consumo de gasolina, ficaremos livres desse depósito resituível. Como dos males o menor, por certo a situação assim ainda é preferível ao racionamento. Especialmente para aqueles que recordam ainda dos efeitos desse espectro, por todos experimentado e sofrido, quando da última Grande Guerra Mundial. Então, tudo bem. --:-- Mas h...

Falando sobre gasolina… (11 de março de 1977)

O presidente Geisel vem de anunciar a revogação da medida que dispunha sobre o depósito compulsório e restituível, na aquisição de gasolina. A decisão causou excelente impressão no seio da opinião pública, como uma prova de que o povo havia recebido a medida inicial, com pouca satisfação. Se, acredita-se, continuar a sistemática da economia do referido combustível, com a não abertura de postos de serviço aos domingos, possivelmente a angustiante crise do petróleo, muito ficará amenisada. Pelo que se deu a perceber, neste pequeno espaço-tempo de vigência dessa medida de economia de petróleo, reforçada em seus efeitos, pela proibição de velocidades acima de 80 quilômetros horários, a situação melhorou bastante. Por outro lado, muitos motoristas continuam ainda a desobedecer as determinações superiores e estão sendo multados sem complascência. O Governo não anunciou ou talvez não se preocupou em saber, o “quantum” de arrecadação extra, advem dessas autuações. Mas s...

Coisas de gasolina (27 de janeiro de 1977)

A racionalização (acho esquisito o termo para o fim aplicado) de gasolina pelo menos já trouxe no mínimo três vantagens: forçou a economia, por um lado. Diminuiu o trânsito intenso, por outro. E desafogou bastante a balburdia de veículos no centro da cidade. --:-- Coisa que não dá bem para entender é a “racionalização” da gasolina, num páreo estranho com os preços dos veículos, cujas cotações continuam subindo. --:-- Gente precisa tirar da cabeça a idéia fixa de que, com o depósito compulsório de dois cruzeiros por litro, o preço da gasolina será de sete pratas. Isto está gerando uma espécie de psicose coletiva e da idéia geral, poderá redundar em detrimento da população ou mais diretamente, da economia popular. --:-- É que já se cogita em subir tudo, sob o pretexto de que a gasolina “custa sete cruzeiros”. É um jogo ruim. Que inclusive deverá despertar e merecer atenções de quem de direito. Por outro lad, tem gente satisfeita, pois tudo o qu...