terça-feira, 30 de abril de 2013

Candidatos, dois (30 de abril de 1974)



Continuo à cavaleiro da situação para emitir conceitos sobre a necessidade de eleição de um deputado mariliense.

Antes da Câmara, antes da coesão das forças vigentes do município, a referida bandeira já era levantada por esta mesma coluna, que, na ocasião, antes de ser batisada com o nome de “De Antena e Binóculo”, tinha a denominação de “Mensagem do Observatório”. Isto em 1946, após a queda de Getúlio e no início do chamado período de redemocratização do Brasil.

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Acredito daqui ter saído uma parcela, pequena que seja, mas que acabou elegendo Fernando Mauro, Diogo Nomura e Aniz Badra.

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Tenho batido no mesmo prego vezes inúmeras. E continuarei a fazê-lo.

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Abordo hoje, em questão mesma, dois nomes de cidadãos marilienses, com respeito ainda ao “descobrimento” de um elemento que possa vir a representar o candidato único da Arena mariliense.

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Felipe, primeiro.

Teve seu nome focalizado. Encontrou ressonância de certa forma expressiva. Foi ele o “pai da renovação” (parcial) de nossa política interna vigente.

É um cidadão probo, economicamente realizado, o que vale dizer não se prevaleceria de política para locupletação pessoal.

Mas Felipe não partirá desta vez.

Eu conheço mui pessoalmente o gerente do Expresso de Prata. Chego até a saber o que pensa.

O tempo é escasso, no entender de Felipe.

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Para Felipe, essa luta não consulta seus interesses pelo fato de que virá inevitavelmente ocasionar transtornos aos seus afazeres particulares.

É que Felipe, além de gerente do Expresso de Prata, tem estabelecimentos comerciais, participa de empreendimentos outros e continua sendo uma espécie de supervisor e conselheiro com relação à atividades de familiares.

Creio assim que Felipe estará fora de cogitação e conjecturas, embora creia também que o mesmo poderia ser vitorioso nas urnas e ser um bom representante de Marília.

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Agora, outro:

Temos outro candidato que reúne todos os quesitos neessários para ser um bom deputado por Marília.

Além de probo e culto, é mariliense genuíno, de bons princípios, de vida insuspeita, ponderado, batalhador, tendo inclusive a seu favor uma boa folha de serviços prestados a Marília.

É arenista militante e atuante. É político também, mas político de respeito, que tem sabido e demonstrado ser detentor de qualidades políticas elevadas e insuspeitas.

Refiro-me ao vereador Luiz Rossi, atual presidente da Câmara Municipal.

Luiz Rossi poderá vir a ser o azimute solucionador da política arenista mariliense.

Tem gabarito profissional. Idoneidade moral. Capacidade. Ponderação. Senso de ridículo. Noção de grande responsabilidade e de amor à Marília. Moral elevado e isento de qualquer suspeita.

Luiz Rossi poderá, assim, vir constituir-se na fórmula para o encontro da normalidade da família arenista mariliense, aceitando a indicação de seu nome para Deputado Estadual.

Extraído do Correio de Marília de 30 de abril de 1974

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