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Ação contra o Prefeito (07 de junho de 1974)

Câmara vai intentar ação criminal contra o Prefeito. Toda Marília tem conhecimento disso. Efeitos já se irradiam, negativamente, fóra dos limites do município. Lá fora, já pensaram que o prefeito “reformou” com dinheiro da municipalidade, essa tal de Rodoviária, porque o prédio é dele (prefeito)! --:-- Jornais de fora já comentam o fato. Alguns sofismam, dizendo que a opinião pública esta dividida, que não é verdade. Pelo que se sente nas ruas de Marília, no comércio, na indústria, opinião pública está reincriminando a atitude da Câmara. Só uma minoria, por caprichos ou por ignorância (ou maldade), é que forma com os vereadores que pegaram esse pião na unha. --:-- Eu, pessoalmente, não consigo aderir ao pensamento desses vereadores. Não porque seja amigo do Prefeito. Porque sou amigo de Marília. --:-- Não compete ao escriba dissecar o mérito jurídico da questão. Mesmo porque eu não tenho autoridade e muito menos competência, para discutir ou anal...

A Empresa Circular (04 de maio de 1974)

Em todos os setores das atividades de pessoas, grupos ou gentes, quando se configura a demanda de procura, de preferência de serviços, é um bom sinal. É o que está presentemente acontecendo com a nossa Empresa Circular Cidade de Marília. --:-- Waldemar Benz foi o introdutor do sistema de transporte coletivo urbano na cidade, inaugurando uma linha de ônibus urbano, ligando o centro à Vila de São Miguel. O ponto de partida era na rua 9 de Julho, local onde hoje está a Mobiliadora S. José, se não me falha a memória. O preço da passagem era 500 réis. --:-- Parece que os planos do sr. Waldemar Benz não conseguiram o êxito esperado e a “linha de ônibus” não chegou a ter duração longa. Pedro Sola e José Louzano, homens de visão, viram alí um bom negócio. E fundaram a Empresa Circular de Marília. Essa que aí está. --:-- Mais tarde, já com a firma organizada, com a cidade servida por várias linhas de ônibus urbanos, os dois irmãos venderam a empresa p...

Desrespeito humano? (16 de março de 1977)

Sim, de desrespeito humano poderia tachar-se certos cometimentos que aqui se operam e que questiunculas políticas fazem mover. Há um número – pequeno, é certo – de marilienses, preocupado em desmoralizar, desprestigiar, antipatizar e escarnecer o nome do ex-prefeito Pedro Sola. Mas, existe um número grandioso – felizmente – de bons amantes de Marília, que será sempre grato à administração municipal que se findou, pela fecundidade que a mesma provou, em números e dados, em termos de desenvolvimento da cidade e do município. --:-- Durante quatro anos a Câmara da ocasião, pela maioria de seus membros e pela maioria de seus átos, constitui-se na intentona de uma barreira aos alvos do ex-prefeito. E, ao envés de desmoralizar o antigo alcalde, ela própria, a Câmara, acabou por expor-se ao ridículo, ao descrédito público, atraindo para si antipatias, ogerizas, ridicularizações. Vereadores foram xingados e até ovos podres foram atirados em plenário – o que de nossa ...

The monkey is right (12 de fevereiro de 1977)

Certa noite, num bar central, um cidadão aproximara-se de mim, iniciando uma conversa, depois de ter-me formulado uma determinada pergunta. E isso foi o início de uma palestra. A não ser de vista, não conhecia o referido senhor. Nem sabia sua profissão, ou onde trabalhava o mesmo. Ele próprio havia declinado o seu labor: funcionário municipal. --:-- Naquela ocasião, já se conhecia o resultado do pleito (recente) de 15 de novembro e Pedro Sola ainda estava a frente da administração municipal. Depois de alguns copos de cerveja gelada – fazia muito calor – o meu amigo “voluntário” principiou a botar as manguinhas de fora: confessou que não gostava de Pedro Sola. --:-- Dei corda ao visitante e deixei-o falar. E o homem começou a desenrolar uma linhada de baboseiras, que causou até dó. Falou de muito gente, citou nomes. No decorrer da conversa, percebia, em suas alusões, que o mesmo referia-se com predileção a algumas pessoas já de certo modo “manjada...

Uma psicose diferente (25 de novembro de 1973)

Podem crer. O absurdo também acontece. Assim como o incrível, o extraordinário, o inusitado, o fantástico, o desnexo. Em Marília está existindo uma espécie de psicose. Uma psicose diferente. --:-- De um lado, revela o prestigio, o valor e a personalidade de um cidadão mariliense. Por sinal, respeitado e estimado. De outra parte, patenteia a existência dessa autêntica epidemia, um inconformismo em alto grau, essa dita psicose. Crônica, aparentemente incurável, mesmo sem apresentar qualquer risco de alastramento. Nem de contaminação. Sentou praça, fixou morada, dentre um pequeno grupo. --:-- Esse pequeno grupo, situa-se entre os marilienses que, no último pleito municipal, estiveram formados ao lado do ilustre engenheiro Armando Biava. Biava disputou ponderada e democraticamente as eleições. Não saiu vencedor, mas nem por isso sua pessoa apresentou qualquer metamorfose moral ou pessoal. Demonstrou a altivez de sua personalidade, na disputa ...