Pragas e xingações (25 de maio de 1974)
Tem muita gente maldosa por aí. Gente hipócrita, malediscente e covarde, que o “rogar pragas” passou a ocupar lugar comum, nas bocas e pronunciamentos, nascidos racionais, quiçá por um descuido da própria natureza. --:-- Se todo distinto fôra temer as “pragas”, que lhes é covarde, traiçoeira e anonimamente rogadas, teria por certo, que andar com figas no pescoço, patuás com orações, pé-de-coelho e galhinhos de arruda. --:-- Se as pragas pegassem muita gente que por aí perambula, de há muito estaria séte palmos abaixo do nível da terra. --:-- Quem exerce função ou atividade em relação direta, ao público, sujeito que está ao sabor das mais variadas opiniões interpretativas, sendo portanto alvo permanente de críticas, não fica isento e nem alijado da passividade de transformar-se num receptáculo de pragas. --:-- Sujeito ouve a Câmara, através do rádio. De repente, não se contém: “lasca” uma praga por cima de um vereador. Mulher vai cortar a carn...