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“Bicudo”, não. (04 de maio de 1983)

Matéria de primeira página, da edição de ontem deste jornal, fixou o esclarecimento de autoridade competente, de que não existe qualquer incidente da praga algodoeira conhecida como “bicudo”, em nossa região. Dizem os entendidos de que o inseto “bicudo” é originário do México e que ninguém sabe de qual maneira o mesmo veio parar no Brasil, tendo já atacado lavouras de algodão de várias regiões do país, inclusive em nosso Estado. Há línguas que afirmam uma outra estória, de certa forma algo pejorativa. São as pessoas que não acreditam que o “bicudo” tenha sua procedência mexicana e sim que sua oriundade é americana.  Outros, mais  precipitados  ou com pré-intenções, veio mais adiante, dando conta de que o referido inseto é norte-americano e que teria sido despejado propositadamente no Brasil, por conveniências e interesses comerciais de empresas multinacionais, operadoras em ramos de inseticidas para as lavouras. Eu nada sei, por nada entender. Todavia, a ...

Imitações tolas (10 de agosto de 1976)

Não pensem que sou anti-americanista. Em contrário, gosto muito do povo norte-americano, embora reconheça nessa raça comerciantes exímios e capazes, gente que não dá ponto sem nó. Mas isso é outro caso. O norte-americano é um cara muito bacana. Muito afeito ao trabalho e respeitador da lei. Genericamente é, assim, embora se considere que toda a regra tem sua exceção. --:-- Convivi com cidadãos norte-americanos, por relativo tempo, embora esse convívio fosse esporádico. Refiro-me à última Grande Guerra, da qual o Brasil participou através da gloriosa Força Expedicionária Brasileira, a FEB. --:-- Comecei a contactar com soldados norte-americanos antes do embarque da FEB para a Europa. Através de cursos militares, ministrados por oficiais brasileiros e norte-americanos. Depois, no navio que conduziu o primeiro escalão da FEB à Itália, sensibilizei-me mais pelos “yankies”, ao mais de perto conviver com os mesmos. --:-- Na Itália, antes da ...

Um cidadão emérito (29 de janeiro de 1977)

Assim que os pracinhas da Força Expedicionária Brasileira, retornando da Itália, chegaram ao Brasil, o então prefeito mariliense, João Neves Camargo, enviou um seu representante ao Rio e São Paulo, com a finalidade de congregar os expedicionários de Marília, para trazê-los em comotiva, a fim de serem recepcionados e homenageados. O delegado do prefeito fora o diretor da Bibliotéca Municipal, professor Basileu de Assis Moraes, que cumpriu integralmente sua missão. --:-- Eu encontrava-me dentre os pracinhas que haviam cumprido seu papel de brasilidade e patriotismo nos campos de luta da Itália. Quando chegamos à gare da Paulista, autoridades e povo alí nos aguardavam. Palmas, alegria, sorrisos, abraços… marcaram o encontro dos pracinhas que regressavam do campo de honra. Incorporados, pracinhas, autoridades e povo, todos, pararam na confluência da Avenida Brasil, com a Rua Paraíba, onde no prédio que ainda hoje é o Bar Kambará, foi inaugurada uma placa, dando ...

Um Soldado atrevido (Natal de 1958)

José Padilla Bravos 2º Sgt. Res. FEB - Sargento Mário! - Pronto, tenente! - Avise o pessoal do pelotão, que depois do “momento espiritual”, quero todos reunidos perto da lareira. - Entendido, meu tenente. As ordens, no Exército, são assim. Precisas e suscintas, dentro do maior laconismo possível. Sargento Márcio éra o Chefe de Secção e o Sub-Comandante do Pelotão de Transmissões, do III Batalhão do 6º Regimento de Infantaria. Estávamos no ocaso do período invernoso; a neve deixava de dependurar-se nos ramos dos arbustos amarelecidos, nos telhados das casas e nas torres das igrejas, para escorregar gradativamente e desaparecer na terra. O degêlo, uma realidade. O “momento espiritual” fôra idealizado e posto em prática pelo comandante do pelotão, tenente Dantas Borges, no navio que nos levava à Itália. Às 18 horas em ponto, o comandante nos reunia e nos obrigava a manter-nos em silencio por alguns instantes, exortando-nos a pensar no Brasil e na família. Ant...

Para início de papo... (23 de novembro de 1973)

Por um “erro de cálculo”, esta coluna sofreu numa interrupção de três dias nesta semana. É que estive viajando e antes de partir escrevi uma série de “Antenas”, para a competente publicação. O número de escritos, todavia, foi insuficiente em relação aos dias do meu afastamento. Aqui ficam consignadas desculpas, com a devida justificativa. --:-- Regressei a Marília ao entardecer de ante-ontem, quarta feira. Durante uma semana não tive notícia alguma de nossa cidade. Assim ao adentrar a redação, quando de minha chegada, fui logo indagando do resultado do jogo do MAC no último domingo, em São José do Rio Preto. Tive uma surpresa alegre, ao conhecer o resultado do empate. Para mim, teve sabor de vitória, pois ainda continuo reputando o América como o melhor time do Paulistinha. --:-- Também na noite de ante-ontem vi pela primeira vez o número dois do novo jornal mariliense, “Diário de Marília”. A circulação desse novo confrade, igualmente alegrou-me. Rep...