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Mostrando postagens com o rótulo Câmara Municipal de Marília

Baixo índice de politização (12 de agosto de 1976)

Aconteceu aqui em Marília. Certa ocasião, determinado presidente de nossa Câmara Municipal, dileberou a adocação de uma medida que não conseguiu alcançar, de súbito, a interpretação devida e a profundidade necessária de sua real profundidade. A referida deliberação disse respeito à proibição pura e simples de que os funcionários da Câmara redigissem requerimentos, indicações ou outras proposituras de interesses ou em nomes dos edis. --:-- De início, o pensamento baseou-se no intento de desafogamento das atribuições de servidores da Casa, que, por muitas vezes, tinhan que intererromper suas obrigações burocráticas normais para “fazer” requerimentos ou indicações de última hora. Pode ter sido esse o colimado do presidente de então. Mas, por outro lado, serviu qual um termometro para medir a capacidade redacional e inteligência de alguns edis e acabou por provar que era bem diminuto o número dos vereadores realmente capazes de redigir um simples requerimento, pe...

Um fato lamentável (04 de junho de 1974)

A coletividade mariliense vive hoje uma inusitada condição de expectativa e ansiedade, resultante de uma decisão de nossa Câmara Municipal. Certa parte da população mariliense está indisfarçadamente chocada com esse acontecimento. O assunto é do domínio público. --:-- A própria Câmara havia em passado sugerido ao prefeito, via indicação, a interdição da Estação Rodoviária local. A interdição iria criar um problema de efeitos sociais negativos: o deslocamento dos ônibus que se servem do casarão, em prejuízos dos próprios usuários desses coletivos. Por outro lado, compulsaria a paralização de diversos estabelecimentos comerciais que funcionam no antigo casarão que é a Estação Rodoviária. --:-- A proprietária do prédio não dispunha de meios para ocorrer às despesas de uma reforma consubstancial no prédio. Entendeu o prefeito que a fórmula suasória seria no mínimo uma limpesa do local, com melhores sanitários públicos e uma profilaxia em regra, com a ext...

Um “programa de saudade” (01 de junho de 1974)

Fazia um tempão que eu não visitava a Câmara Municipal. Uma tarde destas cismei de aparecer por lá para tomar um cafezinho à custa do município e bater um papo com o Toninho Neto, assessor de imprensa da edilidade. --:-- O colóquio, no entanto, foi mais elástico do que imaginava, envolvendo o Bastião – o mais antigo servidor da edilidade –, o Gino (cujo nome é Virginio), o Bentinho e sua personalidade. Justificou-se, esse autêntico “programa de saudade”. Em pretérito, fui frequentador assíduo da Câmara, por um espaço-tempo de 20 anos, quase que ininterruptos. Primei-me, durante aproximadamente duas décadas, em ser “o segundo” a chegar na Câmara, nos dias de sessões. Primeiro éra o Bastião e segundo era eu. Quase sempre antes do Juca – ex-diretor da Secretaria –, do Gino, do Miguel Scarano. --:-- O bate-papo foi gostoso, salpicando de reminiscências. O Bastião lembrou as minhas “broncas”, quando eu saia do trabalho correndo, muitas vezes sem banho, se...

Diabo não é tão feio como se pinta (05 de abril de 1974)

Reconheço que o epígrafe da croniqueta de hoje é “meio besta”. Reconheço mais, que o leitor, provavelmente, possa ter ficado algo encabulado com o mesmo. Mas apropria-se e tem encaixe por aqui. Sua expressão afirmativa, óbvio é, tem um sentido figurado. --:-- Não sei se o tal de diabo tem chifres, pés com bi-casco, cavalhaque, rabo, orelhas ponteagudas para o alto e fede a enxofre. E nem quero saber. --:-- Meu assunto, aqui, é outro. Meu assunto é Marília. Melhor grifando, a atual política mariliense. Frisando ainda, nossos dois Poderes Municipais: Prefeitura e Câmara. Quando se fala em Prefeitura, subentende-se o senhor Prefeito. Quando se menciona Câmara, subentende-se os senhores Vereadores. --:-- Toda Marília tem conhecimento das turras caracterizadas e generalizadas, que se tornaram públicas, envolvendo Prefeitura e Câmara. Gastos intempestivos vieram à baila, inclusive com citações nominais. Os efeitos, como não poderiam deixar ...

O jogo das coincidências (04 de fevereiro de 1977)

Se não tratará aqui, do jogo das coincidências que nos apresenta a Silvio Santos, através da televisão. Sim, de outro jogo. Falamos de nossa Câmara Municipal. Registrada já, em sua primeira reunião, uma coincidência do mesmo quilate, de algumas das muitas contundentes sessões do legislativo anterior. --:-- Quatro anos de edilidade pretérita, marcados indelevelmente por desentrosamento de idéias, dentro de um mesmo partido – por sinal, o partido do Govêrno. Com tais dissidências e desarmonias arenistas, onde treze vereadores se dividiam e degladiavam em idéias, edis emedebistas, em número de dois apenas, tiveram suas vantagens indiretas e conseguiram tirar as suas casquinhas. --:-- Repete-se a história, com a caracterização dos conchavos políticos, consubstanciados e configurados quando da eleição da atual Mesa de nossa edilidade. Onze vereadores da situação contra apenas quatro da oposição. Se tivessem desejado e bem querido, os onze edis situaci...