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Ah! Eu não sabia… (14 de agosto de 1976)

Numa cidadezinha não mui distante de Marília, testemunhei este fato, por volta de 1940. Na entrada do lugarejo, dois pedaços de vigotas sustentavam táboas rústicas, à quisa de um painel ou taboleta. Nesta, escrita à pixe e numa péssima caligrafia, onde letras de forma se mesclavam com caracteres manuais, um aviso. Redigido, mais ou menos, nos seguintes termos: “É prohibido andar armado por ordem do Inspetor de Quarteirão aquele que quizer andar armado que deiche a arma em casa e depois não vai dizer ah eu não sabia”. --:-- Subentendi, na ocasião, que o tal de Inspetor de Quarteirão, avisava que o porte de arma estava proibido e que a não observância implicaria na apreensão da arma. E que o “ah eu não sabia” representava para que ninguém alegue ignorância. --:-- E essa lembrança vem desenterrar uma outra, de fato completamente diferente e sem qualquer correlação com o assunto acitado acima. Até a década de 1940 os paulistanos sofriam mais do que “égua ...