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Marília vai continuar órfã? (5 de outubro de 1973)

Um engenheiro mariliense palestrando casualmente comigo, disse-me que jamais havia tido qualquer preocupação com respeito à eleição de um deputado. Mas que, lendo um dos meus escritos, a respeito do assunto, havia tomada uma decisão inalterável. Afirmando que a luta encetada ele a considerava como válida, concluiu: - Póde ser até o Consuelo Castilho mas desde que seja candidato único de Marília, a ele darei o meu voto. --:-- Um comerciante muito conceituado e muito popular na nossa cidade. - Zé, continue batendo nessa tecla de candidato único, que há muita gente endossando seu pensamento, porque ele é uma demonstração de amor por Marília. --:-- Existe uma equação, para ser resolvida pelas fações politicas locais. A elas, caberá decidir, indicando ou não, um candidato único de Marília, para concorrer à uma poltrona vermelha e macia do Palácio 9 de Julho. --:-- Mas a nós, o público eleitor, cabe também uma outra parcela da responsabilidade, que...

Aqui, dois mais dois, são cinco (4 de outubro de 1973)

Bicicletas, pilotadas na maioria por crianças e adolescentes, fazem misérias nas ruas da cidade, em trânsito impune pelos passeios (calçadas) atrapalhando a circulação dos pedestres e causando pânico e riscos, em pessoas idosas e crianças. --:-- Se não existisse, deveria existir artigo específico no Código de Posturas do Município, disciplinando horários para a lavagem dos passeios fronteiriços às residências. Na maioria dos casos, as donas de casa e as empregadas domésticas, lavam ou jogam água nos passeios (calçadas), pelas manhãs, quando os marilienses se dirigem para o serviço ou para o centro da cidade. --:-- Pedintes continuam intranquilizando a população, mesmo tarde da noite. A maioria, absoluta maioria, vê-se e percebe-se, não são pessoas incapazes para o trabalho. São vadios mesmos, atrevidos e invariavelmente “marrudos” e bêbados. --:-- Disse-me outro dia, meu particular amigo dr. Paulo Lucio Nogueira, Juiz de Direito da 1ª Vara da Comarca de ...

As berebas marilienses (3 de outubro de 1973)

Marília apresenta, por mais que tente disfarçar, muitas berebas purulentas, mal cheirosas e malignas, a dificultar e até a impedir, seu progresso normal e natural. --:-- Uma delas, asquerosa e nauseabunda, as famigeradas cancelas da Fepasa. Inconcebíveis, do ponto de vista de apreciação do progresso da urbe. Responsáveis por um rosário de “louvores” pejorativos, que o consenso geral recomenda, mesmo sem o alardeio público. “Encômios” diretos à Câmara que votou contra a construção de viaduto, em operação frontal contra uma colaboração designada pelo Governo do Estado. Se Jó vivera e aqui residisse, iria entregar um princípio bíblico: perderia a tramontana e a estribeira, divorciar-se-ia de sua santa paciência, para proferir “cobras e lagartos” contra as porteiras da Fepasa. --:-- Bereba outra, a televisão “recebida” em Marília. Um moto-contínuo de enervamento das gentes. De xingos, até. Uma fábrica de ira. Um poço de decepção. E o povo, pagando. Compulsor...

O Frustrado comprador de fazenda (2 de outubro de 1973

Era uma vez... Foi há muito tempo. Determinado cidadão, alimentava um sonho azoinado: comprar uma fazenda. O ideal, de tanto macerado no próprio bestunto, passou a representar um quadro real, como se consumado efetivamente fôra. E o homem só pensava nisso, só falava nisso: comprar uma fazenda. Via, imaginativamente, os cafezais floridos, o gado pastando calmamente nas pastagens verdes, a tulha repleta da rubiácea, os colonos amainando a terra por entre as ruas do cafezal, os bezerros presos, para que as vacas acumulassem o leite. “Via” tudo isso, sonhando acordado. Porque, na realidade, o cidadão não possuía as condições mínimas para comprar a fazenda. Não tinha o principal: o dinheiro. Mas não se apercebia disso. Sonhava em comprar a fazenda. Só isso. --:-- Temos em Marília, a perspectiva de alguns pretendentes à compra de uma fazenda. A fazendo, é outra, não aquela do sonho azoitado do frustrado comprador, que pretendia comprar sem poss...

Na fabulação dos mendigos, a ignorância do vernáculo (30 de setembro de 1973)

Verdade é que não sou professor da língua portuguesa, o que não peja de confessá-lo. Igualmente é verdade, nenhuma pretensão tenho, de transformar-me em exegeta. Reconheço que o vernáculo pátrio é assaz difícil, castiçamente falando. Mas me não é dado ignorar, que um têrmo banalíssimo, comum, diariamente multi-utilizado, que a gente ouve dizer e sabe o que representa, mesmo antes de ingressar na escola primária, continue a ser escrito e pronunciado erradamente, principalmente por alguns vereadores, lídimos representantes do povo.          FABULAÇÃO DOS MENDIGOS O assunto “mendigos”, já tomou área de uma fabulação, parecendo assunto obrigatório de nossa edilidade. A realidade, muito clara, meridianamente clara, todos a conhecem e todos – o que é importante – sabem onde estão encaixadas todas as peças, originárias e geradoras da verdade dos fatos. A caturrice não mais encontra guarida no consenso geral, embora continue a ser ...

Dois mais dois são quatro (29 de setembro de 1973)

Um candidato a deputado estadual, para ser eleito, deverá atingir e até ultrapassar, a cifra de 25 mil votos. Conseguir êsse coeficiente de sufrágios, vamos convir, não é nenhum bolinho. É possível, que muita gente, que tem na cabeça idéia de ser candidato, não tenha analisado ou pensado nisso. Não é sopa, arrancar 25 mil votos de um eleitorado. Mesmo que o pretenso candidato conte com votos de outros municípios. Quanto muito, um lá, outro acolá. A força maior deve provir da própria sede onde o candidato é candidato. É bom pensar nisso. Se, para uma pessoa, vai ser assaz difícil conseguir êsse total de votos na própria cidade, o que dizer-se dessa mesma cidade, com vários candidatos e com a presença dos bicões de fora, caçando, catando e até comprando votos? A gente aprende no Grupo Escolar, que dois mais dois, são quatro. Na escola da política atual dos pretensos candidatos, muita gente está demonstrando a mais completa ignorância dessa matemática primária....

Candidato único, única solução (28 de setembro de 1973)

A série de escritos que venho diariamente publicando, sobre a necessidade bem mariliense, de elegermos um deputado estadual, com alicerce fundamental do lançamento de um candidato único de nossa cidade, está causando repercussão. Há, como não poderia deixar de ser, duas correntes a respeito da semente lançada – por sinal, por mim, desde o ido ano de 1947. --:-- Que meditem os políticos de bom senso. Que se pense em termos de Marília, unicamente. Que se não repitam os erros do passado, onde o volume de candidatos atrapalhou tudo, fomentou a maior dispersão de votos, facilitando diretamente e muito contribuindo, para a eleição de candidatos alienígenas. --:-- A cabeça foi feita para pensar e não para separar as orelhas, como até aqui parece ter acontecido, no tocante às eleições para deputados estaduais e federais. --:-- É chegado o tempo de pensar em Marília, antes de ser agradável aos políticos, agasalhando várias candidaturas, que irão fatalmente reverter...