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A rodovia Marília-Bauru (29 de junho de 1956)

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José Arnaldo (foto) Finalmente, vai mesmo perder o “encanto” a propalada pavimentação da rodovia Marília-Baurú. Trata-se de um trecho rodoviário de apenas 109 quilometros, que liga dois importantes centros interioranos, centros êsses que significam motivos de relevo na própria vida da economia e progresso do Estado. É uma luta antiga e uma necessidade imperiosa da região, Marília a Baurú por via pavimentada, facilitando, assim, o escoamento de gêneros alimentícios, em grande parte, procedentes da Alta Paulista, Alta Sorocabana e Norte do Paraná. Acontece, que nem todo o percurso, embora pequeno, como acima dissemos, será de pronto pavimentado. A concorrencia pública recentemente aberta, trata da pavimentação de dois trechos, num total de 40 quilometros cada um e compreende o percurso do quilometro 374 ao 394 e deste ao 414. A Primeira Divisão de Obras Novas, da Secretaria de Viação e Obras Públicas, sita à Rua Riachuelo, 115, 9º andar, em São Paulo, está recebendo as propostas das firm...

“Sinhá Moça Chorou” (28 de junho de 1956)

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José Arnaldo (na foto, em Laguna Seca, Santa Catarina, lendo o Jornal do Brasil via Internet, em dezembro de 1996) Nos primeiros dias do mês vindouro, Marília terá o ensejo de apreciar, no palco do Cine Marília, a exibição de uma importante peça teatral, que será apresentada por elementos do teatro amador mariliense. A peça, por si só, conforme sabemos, é uma óbra de vulto, bem escrita e bastante original. Jovens da cidade, dispuseram-se leva-la publicamente, num espetáculo que visa obter fundos para os cofres da Associação Profissional Feminina de Marília. Antonio Felipe Antonio, o popular Antoninho, do “Palácio do Disco”, foi o idealizador do espetáculo; e como não poderia deixar de ser, desempenhará papel importante na apresentação. E podemos dizer mesmo, que o Antoninho “entende do riscado”. Os ensaios estão sendo levados a efeito, com bastante seriedade, autorizando-nos a dizer que o espetáculo virá agradar. O povo, por sua vez, sempre acompanhando todos os passos da cidade e dos ...

Mensagem ao prof. Lignelli (27 de junho de 1956)

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José Arnaldo (foto) O prof. Octávio Lignelli, gerente da Rádio Clube de Marília, é, sem dúvida alguma, uma das maiores expressões da cidade em composições musicais. Vários são os números de belas músicas, elaborados pelo Sr. Octávio Lignelli, já conhecidos de nossa cidade e de nossa gente. Embora não sejamos autoridade no assunto, poderemos afiançar aos nossos leitores, que, as composições do prof. Octávio Lignelli aliam à música e arte, uma expressão de vida e de beleza lógica, hoje em dia tão distanciadas da maioria das letras musicais, muitas das quais se constituem em verdadeiras aberrações, em irretorquíveis absurdos. Entendemos a música, na perfeição excelsa de suas notas coordenadas, casadas harmoniosamente com uma letra que seja uma história, que tenha um sentido, que prenda a atenção. As músicas do prof. Octário Lignelli enquadram-se nesse particular. Hoje, das 20,30 às 21,30 horas, a Rádio Dirceu em Marília, homenageará o ilustre compositor mariliense prof. Octávio Lignelli,...

A Promessa do Governador (23 de junho de 1956)

Na sessão de quinta-feira da Câmara Municipal, o vereador Fernando Mauro apresentou requerimento, solicitando fôsse a Casa intérprete de uma lembrança ao general Porfírio da Paz, vice-governador em exercício, para que sua excelência nomeie rapidamente a Comissão prometida, que virá à Marília, estudar as possibilidades de dotar-se nossa cidade com um curso superior oficial. A respeito, surgiram opiniões desencontradas, com pontos de vista fundamentados, é lógico. No final, o requerimento foi aprovado por maioria. Entendemos que obrou bem o autor do requerimento, ao exigir do sr. Governador em exercício, o rápido cumprimento de sua promessa aos marilienses, promessa essa que veio de encontro, em parte, a velha aspiração e nobre luta local e que atestou também, a demonstração de um ato penitenciário do próprio general Porfírio. Aquêles que ouviram a gravação da palavra do general Porfírio da Paz em Baurú, certamente acreditaram na sinceridade de sua excelência. A rigor, por enquanto, não ...

Visitante ilustre (22 de junho de 1956)

Deverá visitar nossa cidade, dentro em pouco, o Deputado Ulisses Guimarães, Presidente da Câmara Federal. A respeito existe na cidade, um movimento interessado na formulação desse convite. O convite visará prestar uma homenagem ao ilustre parlamentar paulista, que é, pela importancia de sua investidura, o segundo substituto legal do Sr. Presidente da República. O movimento é pois, dos mais simpáticos: está sendo liberado por estabelecimentos educacionais, entidades de classe e imprensa local – sem interferência ou côr política. Objetiva, além de homenagear o ilustre parlamentar bandeirante, fazer S. Excia. conhecer de perto Marília e seu povo e as necessidades dêste centro de progresso. O Deputado Federal Dr. Ulysses Guimarães têm à seu favor, uma brilhante folha de bons serviços prestados à Pátria. Leal, inteligente, prestativo, estudioso dos problemas nacionais, tem se mostrado um dos valorosos representantes de São Paulo na Câmara Alta. Será justo que o povo de Marília o cerque de c...

A velhinha “cambista” (21 de junho de 1956)

Desde que foi promulgada a Constituição Paulista de 1947, o “jogo de bicho” foi posto fora de ação (oficialmente), em nosso Estado. O mesmo aconteceu com a Loteria Estadual. Após a vigência da Carta Magna, inúmeras autoridades policiais, para impedir que continuasse a prática do aludido jogo. De um certo modo, a luta, embora tendo apresentado seus resultados positivos, não deixa também de mostrar em muitos casos, que a própria fiscalização têm sido, muitas vezes, deficiente nessa luta constante quando os praticantes do vício continuam, seguidamente, empenhados no jogo referido. Isto significa que se os bicheiros continuam a infringir a lei, a arriscar, é porque os lucros são compensadores; por qualquer insignificancia, pensamos, ninguem iria teimar tanto assim, em continuar desrespeitando a lei. Acontece, porém, que regra geral, os fortes “bicheiros” nem sempre chegam a sofrer as consequências do impedimento policial. Como “a corda quebra sempre do lado mais fraco”, pagam os outros: o ...

Nós e o “Caso do Leite” (20 de junho de 1956)

Este artigo vale de esclarecimento aos menos avisados; aos que pensam com a rapidez de um foguete e com miolos de galinha. Aos que são “peritos” em censurar, sem conhecer o “metier” de uma questão. Nossa luta em torno do “caso do leite” nada têm de pessoal; pelo contrário, estamos combatendo idéias e ações e não homens. Estamos, antes de mais nada, como um órgão de imprensa da cidade, divulgando um acontecimento que se constitui em irregularidade e prejuizo para o próprio público mariliense. A imprensa é a tribuna de defesa do povo. Nossa missão é informar, criticar construtivamente; esclarecer a opinião pública, apontar faltas, seja de quem for, parta de quem partir. Da mesma maneira que apontamos falhas e imprimimos censuras, publicamos encômios à pessoas ou fatos que devem ser públicos. É a bandeira do jornalismo. Nossa luta, jamais foi a de impedir que o Sr. Romera Jr. exportasse ou industrializasse o leite. Poderia faze-lo, da maneira que bem entendesse, desde que suprisse, primei...