segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

O jogo das coincidências (04 de fevereiro de 1977)



Se não tratará aqui, do jogo das coincidências que nos apresenta a Silvio Santos, através da televisão.

Sim, de outro jogo.

Falamos de nossa Câmara Municipal.

Registrada já, em sua primeira reunião, uma coincidência do mesmo quilate, de algumas das muitas contundentes sessões do legislativo anterior.

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Quatro anos de edilidade pretérita, marcados indelevelmente por desentrosamento de idéias, dentro de um mesmo partido – por sinal, o partido do Govêrno.

Com tais dissidências e desarmonias arenistas, onde treze vereadores se dividiam e degladiavam em idéias, edis emedebistas, em número de dois apenas, tiveram suas vantagens indiretas e conseguiram tirar as suas casquinhas.

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Repete-se a história, com a caracterização dos conchavos políticos, consubstanciados e configurados quando da eleição da atual Mesa de nossa edilidade.

Onze vereadores da situação contra apenas quatro da oposição. Se tivessem desejado e bem querido, os onze edis situacionistas, teriam solucionado de maneira fácil o problema. Isto é, se tivesse nascido o sentimento de compreensão e de acordo, o que fazia um bloco sólido e majoritário. Mas tal não ocorre, porque existem resquícios de vaidade pessoal, ditando moda pelaí.

Existem.

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O engalfinhamento de idéias entre os edis Santo e Mingo, adicionados ao protesto de Aldo, já deram para muitos, o sabor de uma frustração.

Muitos de nós estávamos saturados de insensatezes da Câmara anterior e muitos de nós, através dos votos livres de 15 de novembro, conseguimos alijar muitos daqueles outros, que, por suas atitudes desmedidas e caturras, durante quatro anos, consecutivos, se não fizeram credores da mesma continuidade de confiança.

Todavia, oxalá o entrevero não passe de um falso presságio.

Oxalá.

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De dissidências como as que se desenharam por ocasião da eleição da Mesa da Câmara, manipuladas pelos integrantes do partido da situação, é que se teme a reprise de fatos do pretérito.

Fatos, que ao invés de denegrir a Câmara – como muito se disse – redundaram em detrimento dos próprios interesses do município e dos munícipes.

Senão, vejamos:

A desunião da Arena, na legislatura passada, além de fazer o jogo do emedebê em muitos aspectos, ocasionou uma oposição sistemática – apesar de veementemente negada – ao Poder Executivo.

E disso, os contras a problemas de fundamentais importância para o dinamismo mariliense, como, por exemplo, cemitério, cozinha piloto, bosque, rodoviária, viadutos, Codemar, Fumares e muitos outros.

“Remmember, remmember”.

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Os que, com seus votos livres, democráticos e independentes, elegeram os atuais vereadores, alijando nada menos do que onze dos que antes existiam, esperam uma Câmara com comportamento diferente da Câmara passada.

Extraído do Correio de Marília de 04 de fevereiro de 1977

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