sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dia da Árvore, hoje (21 de setembro de 1973)


No ido dia 21 de setembro, do ano de 1872, exatamente há 101 anos, foi comemorado, pela primeira vez, o Dia da Árvore.
acontecimento teve lugar no Estado de Nebraska, nos Estados Unidos e aos poucos, a maioria dos países do mundo, passou a adotar a iniciativa.

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No Brasil, a primeira comemoração do “Dia da Árvore”, aconteceu na cidade paulista de Araras, em 7 de julho de 1902, quando ainda não existia oficialmente a fixação de 21 de setembro, como o Dia da Árvore.

Desde então, os habitantes de Araras, cultuam com muito carinho as árvores e tornou-se “slogan” tradicional, em Araras, a expressão de que “em todo quintal, existe pelo menos uma árvore”.

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O Brasil, no entanto, passou a encarar com mais seriedade a árvore nacional, durante o governo do sr. Getúlio Vargas, com a preconização da necessidade do reflorestamento geral.

Dali partiu o “slogan” patriótico: “Reflorestar é combater o deserto”.

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A despeito do sentido intrínseco e de objetividade da citada frase nacional, os efeitos, entretanto, acabaram por apresentar-se, no decorrer dos anos, exatamente ao inverno. Dali para cá, incentivou-se e perpetuou-se mais e mais, a devastidão de nossas matas.

Várias foram as razões dessa devastação: surgimento de patrimônio, plantação de cafezais, comércio madeireiro e formação de pastagens.

E nosso pais, passou a constituir-se, do possuidor da maior reserva florestal do continente, numa terça parte territorial completamente despida de sua riqueza florestal.

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O machado destruidor, incessantemente, dia a dia, desde primeiro de janeiro a 31 de dezembro, ano após anos, continuou deitando por terra, árvores frondosas, fabricando desertos, fundindo quilômetros quadrados de terras áridas secas.

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O Estado de São Paulo, não possui sequer um décimo de sua densidade territorial, dotado de matas virgens. Os fabricantes de desertos, adentraram o rico Paraná, botando por terra sua força florestal, acabando inclusive com os ricos coqueirais que ornamentavam caracteristicamente o solo brasileiro.

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E o machado destruidor pelo rico Mato Grosso, derrubando e destruindo. E ninguém, preocupando-se em reflorestamento, pois só agora, de poucos anos para cá, que esse reflorestamento principiou a atuar, com base de lei especifica e sob a égide de compulsoriedade, mercê de incentivos fiscais.

As próprias praias belíssimas e decantadas do nosso norte e nordeste, estão nuas dos impressionantes e lindos coqueirais, como é o caso do Estado da Bahia.

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Já o machado destruidor avança para o Pará e para o Amazonas, na sua ânsia e fome voraz de fabricar desertos. É um prenúncio triste para o Brasil do futuro, o Brasil dos nossos netos e bisnetos da presente geração.

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Para que esse estado de coisas possa sofrer solução de continuidade e para salvaguardamento da árvore, que é a célula da reserva florestal da nação, o Presidente da República deveria baixar e fazer cumprir, um decreto-lei, mais ou menos assim:

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“Artigo único – Toda a propriedade rural, em tudo o território nacional, qualquer que seja a sua dimensão em hectares, é obrigada a apresentar, no mínimo, um terço de sua área permanentemente reflorestada”.

Extraído do Correio de Marília de 21 de setembro de 1973

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