terça-feira, 7 de agosto de 2012

Kobes, a fiação mariliense (7 de agosto de 1973)



O jornal “Diário de Notícias”, do Rio de Janeiro, edição de 31 do último mês (julho), em sua página 9, na secção “Diário Econômico”, publica:

“Dois grupos econômicos japoneses – Marubeni e Kobe Kiito – e um brasileiro – Zillo Lorenzetti – criaram ontem, em São Paulo, uma empresa agroindustrial, com séde em Marília, para se dedicar à produção de seda natural. O investimento inicial é de Cr$ 1 milhao, mas até 1976, deverá situar-se em Cr$ 10 milhões”.

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Mesmo órgão da imprensa carioca, do dia 2 último, à página 5, na coluna “Periscópio”, uma das mais importantes secções econômicas do mesmo diário, abriu a coluna com a seguinte manchete: “Poderoso grupo japonês vai fazer seda em SP”.

E a seguir, a notícia assim redigida:

“Ao contrário das previsões pessimistas, todos os dias surgem notícias de investimentos estrangeiros no Brasil. Agora surge a informação, sem maiores detalhes, mas verídica, de que um poderoso grupo japonês, reunindo duas “tradings” de fama – Marubeni e Kobe Kiito – deverá instalar-se na cidade paulista de Marília. O investimento será da ordem de quatro milhões de dólares, para a montagem da maior fiação de seda da América Latina. Em sua primeira fase, a indústria precisará, no mínimo, de 500 toneladas de casulos por ano. Uma área de quatro mil alqueires deverá ser utilizada para produzir 2,5 milhões de toneladas de casulos/ano, para suprir os primeiros cinco anos. E com vantagem de que em Marília todos falam japonês”.

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Por aí, poderão verificar os leitores, da alta importância e do significado indústrio-econômico, da futura Kobes mariliense.

Bem como aquilatar, da representação que a referida indústria traduzirá, no campo econômico e na demanda de mão de obra. Em outras palavras, giro capitalício, trazendo divisas para a cidade e carreando numerários para o erário público, representado por tributos.

Mais do que isso, promovendo e projetando Marília, em breve, não só no mercado nacional, como também internacionalmente.

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Como bem disse o “Diário de Notícias”, será “a maior fiação de seda da América Latina”.

Como anteriormente havia afirmado o Governador Laudo Natel, a Kobes representa a sementeira, pois outras empresas agroindustriais virá a seguir.

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É Marília, em ritmo de crescimento, aumentando e valorizando o seu já expressivo parque manufatureiro, um dos mais importantes da hinterlandia.

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Marília oferece todas as imagináveis condições para ampliação de seu parque industrial. Ligada à São Paulo e grandes centros consumidores, por excelentes rodovias. Além disso, apresentando abundância e facilidade de dois fatores importantíssimos para o sediamento de grandes indústrias: água e energia elétrica.

A cidade não tem preocupações alguma, com respeito ao suprimento de água para fins diversos, inclusive os industriais. Por outro lado, no que tange à energia elétrica, é suficientemente bem servida, existindo previsões, tanto em um como em outro campo – água e energia – para que não haja falta ou escassez, em logo e distante porvir.

Isto é muito importante.

Representa um ponto-básico, para todo e qualquer grande indústria.

Extraído do Correio de Marília de 7 de agosto de 1973

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