sábado, 17 de agosto de 2013

Uma conceituação política (17 de agosto de 1976)


Aqueles que se acostumaram a acompanhar os conteúdos desta coluna devem ter observado que, todas as vezes que tecemos comentários sobre política, fazemo-lo com a mais absoluta independência, inclusive citando fatos e nomes.

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Em tempo hábil, mesmo quando Felipe não confessava e nem admitia que o nome de Tatá seria o da sua mais inteira preferência, esta coluna antecipou-se, para firmar, que, mesmo não confessando-o, Felipe “morria de amores políticos” pelo ex-prefeito Barretto Prado. E que, pela sua vontade, Tatá seria seu candidato.

Alguns nos refutaram, mas nós sabíamos muito bem o terreno que estavámos pisando.

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Quando Ruy Garrido opoz-se à indicação de Tatá, como eventual participante da chapa de Felipe, como candidato a vice-prefeito, também coluna esta manifestou-se, para reafirmar que se de Felipe dependesse, só Tatá viria a ser seu companheiro de chapa.

Nós sabíamos o porque desta afirmativa.

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E Tatá acabou sendo mesmo o elemento indicado e se não fôra o golpe do próprio destino, ceifando-lhe a vida de maneira inesperada e abrupta, hoje deveria estar em luta aberta na presente campanha eleitoral.

O desaparecimento do ex-prefeito, a par da constrição geral, acabou por criar uma lacuna de cunho político na Arena-1 e particularmente para o seu candidato oficial, Felipe Elias Miguel.

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Após o impacto desse infausto acontecimento, cogitou-se e iniciou-se o movimento, no sentido da substituição do nome de Tatá, o que teria mesmo que ser feito.

Alguém lembrou o nome de outro ex-alcaide, o Engº. Armando Biava e mesmo tendo este, quando prefeito, bambeado-se para o Governo Adhemar de Barros, nós não acreditamos na aquiescência de Biava, ombreando-se com Felipe.

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Marchas e contra-marchas foram estabelecidas. Sondagens, conchavos, idéias e citou-se o nome do Engº. Domingos Alcalde.

Ainda desta vez, coluna esta não deu crédito ao propalado, preconcebendo de que o Mingo não sairia junto com Felipe.

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Poderia sair o Quico, mas o Mingo, não.

Sexta-feira passada, em “Conceito que outros não fazem” desta coluna, ficou delineada a consubstanciação do porque de tais entenderes.

Existe um fenomeno aparentemente inexplicável, mas que tem sua conceituação sólida, embora para alguns tal não se configure como lógica.

E por razão essa dissemos naquela ocasião – quando tudo fazia entender para muitos que Domingos Alcaide seria o vice de Felipe – que se o vice de Felipe fosse elemento que não tivesse alguma ligação direta ou indireta com o ex-pessepismo, isso representaria a maior “zebra” política de Marília.

Dissemo-lo e aí está o fato.

E confirmamo-lo.

Se o vice de Felipe não for elemento ligado ao ex-adhemarismo, será zebra.

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A menos que, para contrariar tais pontos de vista, um outro elemento que não tenha tido vinculos com a referida política pretérita, venha a ser aceito.

Mesmo assim nosso ponto de vista será o mesmo, pois tal fato viria a traduzir-se numa “zebra” previamente preparada.

Macacos nos mordam.

Extraído do Correio de Marília de 17 de agosto de 1976

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