segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Uma coisa puxa outra… (26 de agosto de 1976)


O assunto em pauta nestes últimos dias tem sido o trabalhar ou não trabalhar aos domingos.

Mas o fato é que ninguém trabalha, mesmo.

Vejamos:

O ano tem 365 dias. O dia tem 24 horas. A gente trabalha apenas 8 das 24 horas do dia. Portanto, 1/3 do dia de trabalho. Ora, 1/3 de 365 dias são 121 dias. Restam 244 dias para o trabalho. Menos dias santos e feriados, que são 29, ficam 215. De 215 dias, tiram-se 52 domingos, ficando 163 dias para o trabalho. Desses 163 dias diminuem-se 26, representados por faltas ou pequenas viagens, ficando 137. Menos 30 dias de férias, ficam apenas 107 dias para trabalhar. Menos Natal, Ano Novo, Semana Santa, carnaval, aniversário da cidade e outras datas, somam 32 faltas, restando 75 dias para o trabalho. Aos sábados trabalha-se apenas meio dia e como 48 sábados no ano representam 24 dias, ficam restando 49 dias. Desse número, a gente falta 48 por motivos de ficar nas filas do Inps, de matricular os filhos na escola, etc., restando apenas um dia para o trabalho. Mas nesse dia a gente não trabalha, porque é o Dia do Trabalho.

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Quando o mariliense toma um ônibus do Expresso de Prata para ir a São Paulo, sabe, de antemão, que vai ser vítima de dois “assaltos”: um na ida e outro na volta.

Os pontos de parada dos referidos coletivos, na rodovia Castelo Branco, são representados por estabelecimentos comerciais que cobram os olhos da cara dos fregueses.

Sunab ou C.I.P. deveriam interessar-se pela economia popular e intervir alí em defesa do povo.

Ou então o deputado Franciscato trocar esses pontos.

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Esta aquí é de Mark Twain, o implacável humorista:

Certa feita, tendo assistido uma missa, foi cumprimentado pelo sacerdote, que ficou satisfeito por ter visto o notável humorista assistindo o sacrificio religioso.

E Mark Twain, conversando com o padre, disse-lhe que ele tinha um livro, que continha o sermão proferido pelo vigário, da primeira a última palavra.

O sacerdote achou impossível e ficou agastado, por ter sido chamado de plagiário e pediu que Mark Twain o provasse, mostrando-lhe o livro.

No dia seguinte o humorista enviou ao sacerdote um dicionário.

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Esta coluna não se presta ao que vai servir agora, o que se constitui exceção.

Uma leitora, através de atenciosa cartinha, solicitou-me a receita do prato “xinxin de galinha”.

Consegui-o e forneço-o a seguir, mesmo porque poderá ser utilizado também por outras donas de casa.

Ei-lo:

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Meia xicara de óleo comestível (amendoim ou outro), meio quilo de tomates sem sementes e picados, 250 gramas de cebolas picadas, meia xicara de azeite de dendê, uma colher de sopa de camarão seco moido, uma colher de sopa de amendoim torrado moido, uma colher de castanha de cajú moida, uma galinha de dois quilos, cozida e desfiada, um quilo de camarões médios cozidos, pimenta e sal a gosto. Uma xicara de chá de leite de côco.

Passe o tomate e a cebola no liquidificador. Coloque o óleo comestível numa panela, deixando ficar bem quente. Junte o tomate e a cebola e deixe dourar. Acrescente o leite de côco e os outros ingredientes, mexendo bem. A seguir misture o camarão e a galinha desfiada e espere engrossar um pouco. O xinxin deve ser servido bem quente, acompanhado de farofa feita de farinha de milho com azeite de dendê, azeitonas pretas e ovos cozidos.

Extraído do Correio de Marília de 26 de agosto de 1976

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