quinta-feira, 27 de junho de 2013

Duas colaborações (27 de junho de 1974)


Do livro “Profecias de um ex-ateu”, esta “Mensagem a um alcoólatra”:

Sabe porque você deve continuar bebendo?

Porque sua mãe sempre sonhou em ter um filho bêbado.

E sua esposa adora a responsabilidade de um alcoótra.

E seu filho o vê como exemplo.

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Sabe porque você deve continuar bebendo?

Porque o embriagado diz coisa-com-coisa.

E o álcool não estraga a saúde.

Deve continuar, porque a bebida é mais importante do que o arroz e o feijão.

É mais importante que a paz.

E traz muita segurança para o lar.

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Deve continuar bebendo porque os amigos acham muito bonito.

E dizem que ressaca qualquer comprimido cura.

Deve continuar.

Porque trançar as pernas nas ruas é pitorescos e engraçado para os outros.

Deve continuar.

Porque a embriaguês não provoca desastre e nem leva ninguém para a cadeia.

Deve continuar porque pimenta nos olhos dos outros não arde e o álcool é alimentado de primeira necessidade.

Seja um bêbado inveterado.

Seu filho vai gostar.

Var ter confiança e é bem capaz de ser “outro” (igual a você) quando crescer.

Seja assim, porque sua esposa vai ser feliz, vai ter com quem conversar e resolver tranquilimente os problemas do cotidiano.

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Mas eu só temo uma coisa, nessas vantagens todas.

Pode ser que depois da morte o espírito embriagado não encontre o caminho ou confunda a porta do amor com a porta do inferno. E nessa bobeada penetre no mundo do suplício, onde você poderá viver como sempre desejou e gostou: em “fogo” eterno!

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A transcrição acima foi-me enviada por uma leitora.

A seguir vou divulgar outra colaboração remetida que foi por um leitor.

O título desta: “O que o filho pensa do pai”:

+ AOS 7 ANOS: “Papai é um sábio. Sabe tudo”.

+ AOS 14 ANOS: “Parece que papai se engana, em certas coisas diz”.

+ AOS 20 ANOS: “Papai está um pouco atrazado em suas teorias, pois não são da época”.

+ AOS 25 ANOS: “O velho não sabe de nada, está caducando, decididamente”.

+ AOS 35 ANOS: “Com a minha experiência, meu pai nesta idade, seria um milionário”.

+ AOS 45 ANOS: “Não sei se consulto o velho neste assunto, pois talvez pudesse me auxiliar”.

+ AOS 55 ANOS: “Que pena que o velho tenha morrido. A verdade é que ele tinha uma idéias e clarividência verdadeiramente notáveis”.

+ AOS 60 ANOS: “Pobre papai. Era um sábio. Como lastimo tê-lo compreendido tão tarde”.

Extraído do Correio de Marília de 27 de junho de 1974

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