sexta-feira, 17 de maio de 2013

Uma entidade necessária (17 de maio de 1974)



Lá por volta de 1956 tentei fundar em nossa cidade a Associação dos Cronistas Esportivos de Marília.

A pretensa entidade visava a congregar, numa irmandade de classe, todos os elementos que militavam, em diferentes órgão de divulgação, em assuntos relacionados com o esporte da cidade e mesmo da região.

Narradores de futebol, comentaristas esportivos, redatores de esportes, participantes efetivos como apresentadores de programas do desporto, operadores de som que atuavam nas quadras e praças esportivas e mesmo nos estúdios de emissoras, seriam os associados da entidade.

Esse era o plano.

Previa, na medida do possível, a prestação de assistências médicas, jurídica, hospitalar e dentária aos associados, faculdades que teriam que ser executadas à longo prazo.

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Consegui realizar duas reuniões da classe, sobre o assunto. Uma, a primeira, no auditório da Rádio Dirceu e outra no auditório da Rádio Clube de Marília.

Não foi possível, no entanto, concluir o idealistico plano. Frieza, falta de coesão ou mesmo de compreensão, anteciparam o fracasso de idéia.

E nunca foi fundada a pretendida Associação dos Cronistas Esportivos de Marília.

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Agora, pretendo levar avante uma outra empreitada: Fundar a Associação de Imprensa da Alta Paulista, entidade que terá por objetivo congregar os profissionais de imprensa e rádio de Marília e da região.

Um êmulo da Associação Paulista de Imprensa, guardadas as devidas proporções, cingidas aos limites regionais, moldada, em especial, no que couber, aos estatutos da Associação Sorocabana de Imprensa e também da Associação Campineira de Imprensa.

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Será uma entidade de classe, apolítica, sem idologias doutrinárias, sem preconceitos de cor ou de religião.

Associação visando a união e valorização dos profissionais de imprensa e rádio, defensores de seus direitos, sem constituir-se instrumento de dissidio entre empregadores e empregados.

Que procurará a reverência às datas cívicas, a divulgação dos fatos dentro da verdade indesviável, respeitando e impondo o próprio respeito aos cidadãos e autoridades.

Solicidificando a união e o respeito, promoverá motivações e enforques de reuniões, de atenções aos companheiros e prestará assistências mínimas aos seus associados e familiares.

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Este pequeno comentário, à guisa de informação preliminar, serve também como chamamento à classe dos homens de imprensa e rádio de Marília e região.

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Em época oportuna tentarei estabelecer o competente contacto, promovendo a reunião preliminar, expondo os planos e apresentando subsídios para a designação de uma comissão, que se incumba de elaboração dos Estatutos Sociais.

Nesse conclave, pretendo contar com jornalistas e radialistas de outras cidades da Alta Paulista, além de Marília, a fim de serem dados os passos iniciais da fundação da AIAP, Associação de Imprensa da Alta Paulista.

Extraído do Correio de Marília de 17 de maio de 1974

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