terça-feira, 9 de abril de 2013

Vamos partir para o candidato? (09 de abril de 1974)



Festividades do transcurso do município, findaram-se. Programação iniciada no último dia 31 de março, teve seu encerramento na noite de domingo último, quando do fecho da Exposição Nacional de Orquídeas.

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A Comissão incumbida da programação oficial das festividades, teve bons intentos, apresentand também algumas falhas, o que é, de certa forma perdoável e comum nas grandes empreitadas.

As falhas verificadas, por certo, devem ter sido convenientemente anotadas, para que se não dizem no próximo ano.

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Findos os festejos, portanto, voltemos ao trabalho construtor, o labor que continua a engrandecer e enriquecer Marília.

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Como parte desse labor, devem voltar-se as vistas para um setor aparentemente sem muita importância, mas, na realidade, exigível e urgente para a própria cidade.

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Diz respeito ao restabelecimento das demarches políticas, com vistas à sucessão da deputação estadual, que acontecerá em novembro próximo (de 1974).

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A desistência do vereador Nasib Cury, em concorrer ao referido cargo, veio traduzir-se num clareamento do horizonte político da cidade. Por outro lado, enseja a faculdade da mais absoluta independência aos líderes arenistas locais, para uma escolha livre e acertada, na designação de um outro nome, nome que de preferência venha a ser candidato único de Marília.

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Todavia, pensam alguns e concordam parcialmente muitos observadores, inclusive o colunista, que existe ainda, senão um impecilho, pelo menos uma motivação, que, sob certo aspecto e total liberdade da decisão intestina da própria Arena.

Esse pormenor reside na manutenção do nome do bacharel Hélio Bambini, que em pretérito fôra indicado como candidato preferencial do próprio prefeito.

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Entende-se que a liberdade completa e ilimitada da Arena, ficaria mais consolidada, se o dr. Hélio Bambini, a exemplo de Nasib, retirasse também seu nome como candidato.

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Que se não precipitem julgamentos ou juízes: o mariliense Hélio Bambini reune todos os quesitos necessários. O que resta saber, é se a maioria do eleitorado estaria conforme. Assim, havendo a possibilidade do próprio dr. Bambini sair da luta que ainda não teve início, o diretório da Arena ficará mais livre do que uma andorinha e poderá, então, decidir com mais acerto e melhor senso prático.

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O que não se pode admitir, considada essa viabilidade, especialmente agora com a desistência do sr. Nasib Cury, é a continuidade dessa duradora delonga e desse protelamento, que vai agora deixando de ter sua razão de ser.

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Que se pense nisso.

Que se pense em Marília.

Extraído do Correio de Marília de 09 de abril de 1974

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