quinta-feira, 4 de abril de 2013

Bom dia, balzaqueana adorável (04 de abril de 1974)



Bom dia, Marília.

Bom dia, minha balzaqueana adorável.

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Todos nós, todos, sem exceção, estamos muito felizes. É que hoje é o dia de teu aniversário, Marília.

Quarenta e cinco anos de vida municipal. Quase meio século de trabalho diuturno, honrado, exemplar, conduzindo qual célula viva, a chama acesa do próprio progresso deste colosso que é nosso Estado.

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Sabe, Marília, nosso Estado orgulha-se muito de você. Também nossas irmãs, as cidades da Alta Paulista.

É que você é bacana mesmo.

Muito bacana.

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E os seus exemplos, Marília?

Grandes exemplos.

Você é um sonho permanente, um milagre realizado.

Recorda-se do passado?

Recorda?

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Eram matas virgens, que a natureza havia plantado num solo exuberante e fértil. Terra boa, com aquele cheiro acre de sua qualidade, que mesclava-se com o odor das florestas. Onde os animais selvagens tinham seu “habitat” e os índios caingangs eram os donos da região.

O céu era muito bonito. Tão bonito como ainda é hoje, só que naquela época era completamente virgem, sem nenhuma poluição. Os pássaros formavam orquestras agradáveis e barulhentas.

Era assim, Marília.

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Um dia começou a chegar a civilização.

Foram abertos clarões no grande tapete verde. Começaram a surgir os primeiros ranchos de madeira. Lançaram-se no ventre da terra as primeiras sementes.

Num rápido lapso de tempo, principiou-se a delinear o arraial, depois o prenúncio de uma cidade.

Lembra-se, Marília?

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E o crescimento?

Como foi rápido, Marília!

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Escolas, hospitais, guias de sarjetas, calçamento, estabelecimentos comerciais, as exigências mínimas do progresso. Progresso que não parou. Que continua, sempre.

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Esse teu progresso foi citado pelo maior jornal do mundo, o “Time”, de Londres. Quando você só tinha 10 anos de idade.

Você lembra, Marília?

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E os exemplos? Todos eles. De amor à terra. De trabalho. De independência. De civismo. De lutas. De patriotismo. De cultura. Tantos, tantos, Marília.

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Você foi a primeira cidade do Estado a formar um Batalhão Militar com seus filhos. Foi em 1932, lembra? O “Batalhão Marília” partiu daqui diretamente para o “front”. Lá esteve tua bandeira, teu nome, teus filhos.

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Em 1944, teus filhos também partiram para a Itália.

Iriam enfrentar, como enfrentaram, numa guerra armanda, inimigos temíveis, terríveis e experimentados na arte de matar!

Você tem orgulho disso tudo, não tem?

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Mas você é muito feliz, Marília.

Mais feliz ainda porque você sabe fazer com que todos seus filhos, autênticos ou genuínos, sejam também muito felizes.

Felizes e orgulhosos.

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Bom dia, minha balzaqueana adorável!

Extraído do Correio de Marília de 04 de abril de 1974

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