terça-feira, 19 de março de 2013

Coisas que os outros estudaram (19 de março de 1977)



Coisas que os outros estudaram, que antigos pesquisaram, que estudiosos da hera herediana queimam pestanas e gastam fosfatos, constituem-se em subsídios inestimáveis para as gentes de nossos dias.

Para o saber e para a curiosidade.

Por exemplo:

Apesar dos estudos, pesquisas, investigações e esforços, desconhece-se a origem geográfica do algodão. Existem provas arqueológicas, de que o algodão se usava em forma de tecido, 3.000 anos antes do nascimento de Cristo.

O algodão é uma planta do gênero Gossypium, com as espécies asiática e americana.

Por outro lado, as investigações dão conta de que Alexandre Magno havia levado algodão cultivado na Índia, para o Egito, no século IV, antes de Cristo.

No ano 1000 o algodão começou a ser cultivado na China e no Japão.

Cristóvão Colombo, segundo os historiadores, encontrou cultivo de algodão nas Antilhas. No México e no Peru, sabe-se que já naquele tempo existia uma indústria têxtil relativamente bem desenvolvida, que utilizava algodão e fibras de origem animal. Todavia, a moderna manufatura do algodão iniciou-se na Grã Bretanha no século XVII e nessa época inventou-se a lançadeira volante, de fuso metálico, que o início da máquina de fiar.

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Uma das micoses que mais se entendem, se conhecem e existem em todas as partes do mundo é a demoatoficia do pé ou simplesmente “pé de atleta”.

É uma doença produzida por microscópicos fungos. A este grupo pertencem várias outras doenças superficiais, que, felizmente, não afetam os organismos.

Os referidos fungos pertencem aos gêneros Epidermofitom, Trocofiton e Microsporum e se localizam sempre na epiderme, nos cabelos, nas unhas e nos pelos.

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Durante a última guerra mundial, conflito do qual participou o Brasil, enviando à Itália 25.000 pracinhas, os brasileiros estranharam a rigorosidade do inverno italiano.

E registraram-se casos em que os pés de muitos soldados da FEB, congelaram-se totalmente, com a paralisação da circulação sanguínea.

Os pés dos soldados transformaram-se numa peça curtida, ficando, em comparação grosseira, tal qual aquele presunto de porco, que se encontra nos supermercados, com o pernil com osso e tudo.

A isso os próprios pracinhas deram o apelido de “pé de trincheira” e nenhum recurso da medicina conseguiu conjurar os casos graves. Só a amputação dos membros é que conseguiu salvar os pracinhas atingidos pelo mal do “pé de trincheira”.

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Falando em coisas relacionadas com os pracinhas da FEB é bom repetir o que venho dizendo há 31 anos.

Por favor, não confundam direitos, deveres, obrigações, valores ou importâncias entre os participantes da Revolução de 32 e os pracinhas da Força Expedicionária Brasileira.

São duas coisas distintas, distantes e completamente antagônicas. Os participantes do Movimento Constitucionalista de 1932 integraram um movimento político interno. Os integrantes da Força Expedicionária Brasileira foram elementos do Exército Nacional, o que vale dizer tropa organizada, com comando militar, lutando pelo Brasil no exterior.

Extraído do Correio de Marília de 19 de março de 1977

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