sábado, 2 de fevereiro de 2013

Vereadores, bom dia! (02 de fevereiro de 1977)



Vereadores Aldo Pedro Coneglian, Atílio Brabo, Carlos Pavarini Filho, Domingos Alcalde, Ermelino Flora, Herval Rosa Seabra, Hideharu Okagawa, João Neves Camargo Júnior, José Abelardo Camarinha, Luiz Homero Zaninoto, Pedro Ortiz da Silva, Rubens Travitzki, Santo Raineri Primo, Sebastião Mônaco e Yojiro Shimabukuro.

Bom dia!

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Nossa saudação, bem mariliense.

Nossos augurios para que vocês tdos possam sempre sentir os bafejos de uma inspiração santa e elevada, para desobrigação da incumbência de bem legislar por Marília, trabalhando em pról da grande e laboriosa família mariliense.

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Dos quinze nomes eleitos e ontem empossados para a representação da vereança municipal, no período legislativo 1977-1980, somente quatro representam continuidade.

Onze, a maioria absoluta, encarna a renovação de valores, a alteração praticamente total do corpo legislativo que se iniciou em 1973 e que ontem teve encerrado seu espaço-tempo.

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Há uma grande responsabilidade a pesar sobre os ombros desses homens especialmente sobre os costados dos novos na Câmara e dos estreiantes na política municipal.

Marília é uma cidade grande. Uma cidade culta, politizada. Uma cidade dinâmica, de realizações, que provocou uma verdadeira revolução em sua própria conduta, em termos de dinamismo e avanço progressista.

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Sua Câmara Municipal, lídimo Poder Legislativo, tem por dever a preservação de uma dignidade inatacável, da atração de um respeito magnifico e da manutenção de um comportamento altamente respeitoso.

Esta é a imagem da Câmara, para nosoutros, os de fora.

Esta é a imagem que se perdeu na legislatura passada e que está a exigir dos atuais vereadores a sua recondução e o seu reencontro.

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O Poder Legislativo deve impor seu respeito perante o público e para isso deve merecer desse mesmo público, através da desenvoltura dos atos de seus membros, uma conduta inquestionável e inatacável.

No passado, por vezes inúmeras, a Câmara perdeu-se em discussões estéreis, em oposições flagrantes e disfarçadamente negadas, em torpedeamentos à maioria dos atos do Executivo, em aversões e ogerizas a pessoas estranhas ao Poder.

Teve atitudes impensadas, por vezes alguns vereadores chegaram a mesquinhar as altas funções dos respeitáveis cargos. O pensonalismo ditou alto muitas vezes. A antipatia. Até o ódio.

Toda Marília sabe disso.

Inclusive os novos vereadores.

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Senhores vereadores, reconquistem a posição perdida. Confiram à Câmara Municipal de Marília a sua verdadeira e esperada confiança e responsabilidade.

Reponham-na na senda da dignidade, excluindo-a do lamaçal de demagogia que esteve submersa durante muito tempo.

Nós todos ficaremos agradecidos.

Queremos ver uma Casa transpirando sobriedade e decência, sem quizilias pessoais, sem gritos e xingamentos, com a altivez dos grandes Parlamentos.

Isso é o que Marília espera desses vereadores.

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Foi por isso e para isso que o eleitorado mariliense renovou o Poder Legislativo, fazendo espirrar de seu seio os que tiveram comportamentos não condignos com a elevação de sua própria constituição.

Nós todos, todos, esperamos que a atual Câmara possa reencontrar a sua posição perdida – por culpa de alguns.

Esperamos isso.

Uma Câmara nova, com sua verdadeira imagem.

Boa sorte, senhores vereadores!

Extraído do Correio de Marília de 02 de fevereiro de 1977

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