terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Sim, é isso aí… (26 de fevereiro de 1977)



É isso aí.

Lá pelas imediações do Colégio “Amilcare Mattei”, algumas mocinhas-estudantes, ao fazer sinal de parada para os ônibus da Circular, não fazem como as demais pessoas, erguendo os braços.

Elas erguem as pernas – ao envés dos braços.

E os motoristas dos ônibus param os coletivos, em atenção aos exóticos e “sui generis” sinais.

E essas mocinhas estão haurindo as luzes da ciência e aprendendo educação, num consagrado e prestigioso estabelecimento de ensino.

Inda bem, se assim não fôra…

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Falando em ônibus, existe, segundo consta, determinação de escalão superior, compulsando determinada classe de coletivos, a usar luz acesa nas rodovias, durante os percursos, mesmo diurnos.

Tudo bem.

Mas a noite, aqui na cidade, em ruas feericamente iluminadas, alguns ônibus de uma empresa local – não se trata da Circular – perturbam motoristas e pedestres, com luzes acesas no centro da cidade.

Se não estão certos, estarão errados.

Por certo.

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As “bicheiras” – isto é, as porteiras – da Fepasa vão indo muito bem, obrigado.

Aqueles que tanto “trabalharam” para que Laudo e Tatá não construissem o viaduto da Rua 9 de Julho, devem estar sentindo as consciências mais pesadas do que a locomotiva “Jaburú” da própria Fepasa.

É, ou não é?

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Preços da carne verde em Marília dançam mais do que cabrocha de escola de samba.

Algo está errado.

Depois, quando surgirem por ai, fiscais da Sunab, alguns irão repetir a previsão admoestadora da inspeção de quarteirão do lugarejo, dizendo:

- Ah! Eu não sabia…

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Verdade mesmo é que aquí para nós a Sunab é o mesmo que um disco voador: ninguém vê.

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Motoristas em Marília, em uma grande maioria, têm preguiça de ligar as setas de sinalização, indicando a direção que pretendem convergir.

Chegam nas esquinas, convergem… e pronto.

Quem vem atrás que se dane, que vá para o diabo.

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Falando em motoristas, os carros de auto-escolas confundem muita gente.

É que, por natureza, por intuição, por conhecimento de Trânsito e por preocupação ou mesmo instinto de preservação, a gente guia co mais cuidado, sempre que está perto de um “auto escola”.

Só que a gente se engana.

Às vezes não é o aluno que dirige e sim o monitor. E este, talvez para mostrar que é um Theobaldo – o bom – faz peripécias, póda em qualquer lugar e “derruba o chulé”.

Assim, sim, mas assim também não.

Não pode haver meio termo.

Tem que ser auto-escola ou tem que não ser auto-escola.

Não se trata de assunto para escolados.

É isso aí.

Extraído do Correio de Marília de 26 de fevereiro de 1977

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