sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Hoje, Dia de São Paulo (25 de janeiro de 1977)



Quatrocentos e vinte e três anos fazem hoje que foi fundada a cidade de São Paulo.

Nossa Capital representa um dos mais expressivos, fortes e vivo exemplos da efetividade de ação da catequese, na formação, crescimento e dinamismo das cidades brasileiras.

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São Paulo iniciou seu desenvolvimento rodeando uma capela católica, mandada erigir pelo padre jesuita Manoel da Nóbrega, uma colina perdida num oceano verde, onde hoje se situa o Pátio do Colégio.

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A primeira vibração de progresso manifestou-se no ano de 1560. Foi quando os habitantes de uma povoação não mui distante transferiram suas residências para junto do colégio dos Jesuitas, instalado ao lado da Capela.

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E São Paulo não parou por aí.

Através do passar dos anos seu crescimento foi algo lento, de início indeciso, mas sempre potente.

O cultivo da lavoura cafeeira, na metade do século passado, é que veio trazer um impulso gigantesco ao Estado de São Paulo e consequentemente fez subir progressivamente a Capital.

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O café, com sua produção e comercialização, acabou preparando a explosão industrial, que acabaria por acontecer e que teve a rigor seu início efetivo no ano 40 do presente século.

E a partir daí, São Paulo passou a liderar o campo industrial do país, acabando por tornar-se uma das ricas e belas cidades do mundo.

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O café e a indústria foram motivo de atração para estrangeiros que para cá emigraram, integrando-se na lavoura ou no parque industrial.

Tanto isso é verdade que aproximadamente 50 por cento de sua população, que hoje é de oito milhões de habitantes, constitui-se de estrangeiros – ou descendentes destes.

A presença mais expressiva dessas raças alienigenas, que muito contribuiram para o desenvolvimento de São Paulo, caracteriza-se pelos italianos, espanhóis, portugueses e alemães, em maior índice.

O município de São Paulo tem 1.515,550 quilômetros quadrados, terreno acidentado e clima temperado.

Em São Paulo tem de tudo o que se deseje ou prenteda, bastando procurar e ter dinheiro para sua aquisição.

No terreno de pasto, em lugar nenhum do mundo se come como em São Paulo, onde o paulistano ou o forasteiro consegue encontrar e saborear o cardápio que bem entender, nacional e internacional.

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Hoje São Paulo tornou-se uma cidade desumana, uma selva de cimento armad, onde a vida é corrida, onde a luta pelo ganha-pão diário é árdua, mas onde existe a compensação, a opção pelo lazer, pelo passeio, pelo repouso.

A desumanidade de São Paulo – no bom termo – é consequência indesviável do próprio dinamismo e crescimento da urbe, uma autêntica imposição que representa um pesado ônus do próprio progresso.

E o que é certo, é que São Paulo orgulha o paulistano e o paulista e faz inveja ao estrangeiro e ao brasileiro de outras plagas.

Extraído do Correio de Marília de 25 de janeiro de 1977

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