sábado, 22 de dezembro de 2012

O que pensam os outros (22 de dezembro de 1973)



Do lusitano-mariliense, sr. José Mateus Carlos, um dos timoneiros do comércio de Marília, acabo de receber a seguinte missiva:

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“Acompanhando as suas crônicas a favor da construção do Palácio da Justiça, na Praça Maria Izabel, quero vir à sua presença, para comunicar-lhe, que tem de minha parte, todo o apôio.

“Quero que fique bem esclarecido, de que tenho feito parte, do “pequeno grupo de comerciantes” da Rua 9 de Julho, que não concordou com a construção do Viaduto, de forma alguma faço parte dos que possam estar contra a localização do Palácio da Justiça na praça Maria Isabel.

“Hiopoteco ao senhor, toda minha solidariedade, para que continue com suas crônicas, sempre voltadas para o progresso desta nossa querida Marília.”

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Um representante comercial, antigo mariliense, domicilizado na Rua 9 de Julho, pede-me:

- Zé, você é um lutador permanente pelas coisas da cidade. Estou acompanhando sua campanha pró candidato único e concordo com você, pois só assim teremos a chance de acabar com nossa orfandade na Assembléia. Peça ao Pedro Sola, para indicar e apoiar Armando Biava, um mariliense legítimo e estimado, com condições indiscutíveis para ser nosso deputado.

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Um outro mariliense, com mais de 40 anos de residência entre nós, morador da Rua 15 de Novembro, comentou espontaneamente sobre a referida série de meus escritos. E sugeriu:

- Temos um jovem, dinâmico, que foi verdadeira revelação da política local. Ele tem condições de ser nosso deputado. É só a Arena assim pensar e querer. Seu nome é uma bandeira de exemplos e trabalho: chama-se Walter Rino.

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Um político de expressão na cidade, comentando ontem pela manhã, o decorrer da sessão da Câmara da última quinta-feira:

- O Abdo apresentou requerimento, sobre fumaça das chaminés da Antarctica. O Nasib foi à tribuna. Falou de trânsito, do Dr. Marins, da Fepasa, da Anderson Clayton, de terrenos, falou de tudo menos do conteúdo do requerimento. Depois essa turma acha ruim, quando a outra turma, a de fóra, afirma que muitos só fazem palhaçadas.

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Não vou pormenorizar, mas dizer superficialmente, que a Antarctica está planejando um “negócio”, que vai engrandecer Marília, como nenhuma outra empresa fez até agora. Muita gente vai orgulhar-se de Marília e da Antarctica, em breve.

Se o autor do requerimento pudesse imaginar os serviços e benefícios que disso advirão para Marília, teria “metido a viola no saco”.

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Observou-me um comerciante da cidade, com respeito a última sessão camarária:

- O Homero, de uns tempos para cá, sempre na Hora do Expediente, quando está na mesa da Câmara, aprimorou-se em fazer “gracinhas” com o microfone aberto. Solta piadinhas sem sal, contribuindo para a “avacalhação” dos trabalhos. Será que ninguém disse isso ainda a ele, que tem o ideal de substituir a Pedro Sola?

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Já se contam pelo menos três nomes, dispostos a concorrer as eleições de 76, para a Prefeitura Municipal:

Domingos Alcalde, Luiz Homero Zaninoto e Remo Castelli.

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Sem necessidade para muitos, mas carecido para alguns, mais este esclarecimento:

Quem sugeriu estudos para a construção do Palácio da Justiça na Praça Maria Isabel, fui eu.

Não falei em destruição da praça, de suas árvores, de suas vegetações e de suas flores.

Os que afirmam em contrário, estão fomentando confusão.

Extraído do Correio de Marília de 22 de dezembro de 1973

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