quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Coisas estas (20 de dezembro de 1973)



A precipitação é sempre inconsequente.

É o fruto do distanciamento da análise e do conheciments dos fatos.

Tem gente, combatendo a “destruição” do jardim da Praça Maria Isabel.

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Essa gente viu “burro branco”.

Ninguém, que eu saiba, pensou em “destruir” ou “acabar” com o referido próprio da municipalidade.

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A sugestão de utilizar uma parte da grande e bonita praça, para dotar Marília de um grande melhoramento, como é o necessário Palácio da Justiça, sem desmantelar a sua totalidade, não é nem tentativa de “acabar” ou “destruir”.

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Tem gente, combatendo uma idéia fantasma, que essa própria gente criou de modo azoinado.

Inverteram, perverteram, subverteram, criando, imaginando, intentando, gerando uma utopia, pintando um quadro inexistente.

Bah!

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Preconizei, à guisa de subsídio de colaboração, a utilização de uma parte do jardim, para edificação do Palácio da Justiça.

Na ocasião, frizei bem, que o jardim, embora pouco diminuido em sua grande área, seria conservado. Que, ao enves de representar apenas uma praça deserta de marilienses, se constituiria num ornamento inimitável de um prédio público, à altura do progresso mariliense.

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A idéia, por quem capaz é de analisá-la, foi considerada excelente. Juizes, promotores de Justiça e cartorários, assim pensaram.

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Acatável e digna de estudos, entendeu-a o senhor prefeito. Viável, acharam-na alguns vereadores.

Representará uma economia para o erário público. Significará mais um embelezamento da parte baixa da cidade, uma maior valorização da própria praça. Um jogo arquitetônico moderno, a emoldurar a beleza da majestosa Catedral de São Bento.

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Ninguém falou em “destruir”, em “acabar” com o jardim e nem “estinguir” a vegetação, as árvores e as flores.

Nem a fonte sonoro-luminosa.

Nem os sanitários fedorentos da praça.

Nem siquer falou-se no alijamento de marginais e mulheres de vida irregular que frequentam aquele próprio.

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Os que combatem a “idéia fantasma” por eles próprios criada, além de inverterem os fatos, destorcerem a verdade, pretenderam atribuir-me uma idéia que jamais partir de mim.

O que se fala pelos microfones, o que se diz à boca pequena nas ruas, nos bares, nos clubes, na sociedade e nos campos de futebol, o vento leva, o tempo apaga.

O que se escreve em letra de forma e se publica por um jornal sério, o tempo não destrói.

Para quem quizer, as coleções do CORREIO DE MARILIA ficam à disposição, a fim de que constatem, que eu, autor da idéia, JAMAIS pensei, pretendi, preconizei, defendi ou sugeri que se “destruisse” ou se “acabasse” com a praça, com suas árvores, com suas flores e vegetações.

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Os que lutam contra a intenção de auxiliar o progresso mariliense, sob um falso pretexto de atribuir mentiras a qem não as assacou, formando uma trincheira de embuster que eles mesmo forjaram, por certo e plausivelmente, estariam a aumentar o número dos maus marilienses aquele número que desprestigiou o ex-prefeito Tatá, que mandou às favas um favor Governamental, que lutou contra o Viaduto e consequentemente contra o porvir e o progresso da cidade!

Extraído do Correio de Marília de 20 de dezembro de 1973

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