quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Coisa útil, sempre imprestável (12 de dezembro de 1973)



Certa feita, a então Diretoria Estadual de Transito (hoje Detran), enviou para Marília, um semáforo. Foi o primeiro da cidade. Foi instalado no centro da Avenida, na confluência da Rua 9 de Julho.

Antigo, obsoleto, ultrapassado e completamente “podre”.

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Mais tarde, os marilienses Osmar (eletricista da Prefeitura) e Graciano (então Guarda-Civil), com poucos recursos, sem verbas competentes mas com muita vontade, “fabricaram” os primeiros semáforos da cidade.

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Técnicos do Detran estiveram em Marília. Estudaram e projetaram uma sinalização moderna e uma metamorfose do transito urbano mariliense.

Tudo ficou no tinteiro.

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No tempo do Tatá, instalaram um semáforo na Av. Saudade, final da Av. Rio Branco. Antes do funcionamento inicial, um carro deu uma “cacetada” no mesmo, inutilizando-o completamente.

Isso aí, “era uma vez…”.

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O “Correio” clamou muito no passado, pela instalação de dois semáforos na Rua Paraná: no cruzamento da Avenida Sampaio Vidal e outro na confluência da Avenida Pedro de Toledo.

Foram instalados e aos mesmos pode-se creditar o evitamento de muitos acidentes.

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Hoje o da Paraná-Pedro de Toledo não funciona. Um veículo deu-lhe uma “cacetada”, destruindo o poste esquinado que o sustentava. E ficou por isso mesmo.

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O da Avenida Paraná, nas manhãs de domingo, é “amarelado” por ocasião do funcionamento da feira. Quando a feira termina e o transito volta a ser liberado, esquecem-se as autoridades de trânsito fazê-lo retornar ao funcionamento normal. E o “danado fica amarelo”, até a madrugada da segunda-feira, de maneira inesplícavel.

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Na Avenida Rio Branco com a Santo Antonio, o semáforo sofre permanentemente de impaludismo: está sempre “amarelo”. Dai resulta a confusão. Mororista que segue, que cruza ou que pretende entrar ou sair da Sto. Antonio, fica em dúvida. E os outros, também. Uma indecisão, quando os motoristas são responsaveis ou delicados, um permitindo que o outro passe, mas quando são irresponsáveis, colocam em perigo a vida dos semelhantes.

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O da Nelson Spielman-9 de Julho, enguiça mais do que “Ramona/28”. É um eterno “cansado”: trabalha um dia e “descansa” uma semana.

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O da Carlos Gomes-9 de Julho, embora menos “cansado” do que o seu congênere, também em questão de funcionamento efetivo, não passa de uma “porcaria”.

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Semáforo é um apetrecho norteador, orientador, regulador e disciplinador do trânsito. Especialmente em Marília, onde muitos motoristas “bicões” confundem mais ainda o movimentado trânsito citadino.

Por essa razão, os semáforos devem funcionar à contento.

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Baurú é uma cidade bem sinalizada nesse particular.

Até Garça e Assis, cidades menores.

Em Garça, os semáforos não são “amarelos” por volta das 23 horas, como aqui acontece. Lá eles funcionam diuturnamente. O mesmo em Baurú, em Assis, em todas as cidades.

Menos em Marilia.

Será que as outras cidades estão erradas e Marília é a única que está certa?

Extraído do Correio de Marília de 12 de dezembro de 1973

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