terça-feira, 28 de agosto de 2012

O humor dos outros (28 de agosto de 1973)



Os médicos explicam e eles devem ter suas razões para isso: existem dois tipos de morte, a morte física e a morte clínica.

Talvez isso justifique o fato, já acontecido em muitas partes do mundo e inclusive em Marília, de pessoas dadas como mortas, acabarem “ressuscitando” algumas horas após declaradas mortas.

Consta, que lá pelas plagas onde o rei Farouk era o “gerente geral”, a turma “inventou” uma muda diferente, para certificar-se da morte real ou não dos homens.

Quando o distinto é dado como morto, o pessoal bota o dito cujo sobre uma mesa e mandam vir vinte bailarinas lindíssimas, para dançar junto a mesa, completamente nuinhas, isto é, sem nenhum dos séte véus.

Se depois de vinte minutos de dança o cara não despertar é porque está morto mesmo.

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Um advogado, em palestra com um médico, dizia que ficava bastante aborrecido, quando os amigos, em reuniões sociais, à guisa de palestras casuais, acabavam “arrancando-lhe” conselhos que eram verdadeiras consultas, sem pagar um níquel.

E indagou do outro, se com ele, como médico, também não acontecei isso, de dar consultas de graça.

Respondeu o discípulo de Hipócrates:

- Primeiro, acontecia isso. Depois adotei uma formula que me imuniza de dar consultas “no peito”. Quando um cara ou uma matrona inicia a pergunta para conseguir a consulta de graça, vou dizendo logo: “dispa-se”. E o papo termina.

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Caipira, dirigindo-se ao empregado da ferrovia:

- Moço, o trem das 11 e 10 já passou?

- Sim, já passou.

- E o de meio dia?

- Também já passou.

- E o que vai até Bauru?

- Passou.

- E o que vem de São Paulo?

- Também já. Diga-me o trem que vai tomar que eu explico logo...

- Não vou pegar trem nenhum... eu quero é atravessar a linha.

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Também tem o caso do lusitano que pretendeu fazer um interurbano para São Paulo. Quando a telefonista atendeu, recomendou:

- Espere na linha.

O cara largou o telefone e foi esperar na linha. O trem “pegou” ele...
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Uma estrada antiga, cidade antiga, restaurante de beira de estrada bem antigo e os proprietários da casa de pastos mais antigos ainda.

Um casal, em lua de mel, estaciona o “1800” no local, adentra o recinto, para um almoço tranquilo.

No meio da refeição, o jovem marido dirige-se ao garção dizendo:

- Gostei desse local... é magnifico. Este prédio parece até histórico e deve ter sido construído há muito tempo...

O garção ficou satisfeito com a observação do freguês e “destampou” o falatório:

- Este local é um dos mais antigos do Estado. Tem vários séculos de existência e está vinculado à própria vida nacional. Quer que lhe conte a história?

E o freguês, em seguida:

- Quero, sim. Comece narrando a fabulosa lenda sobre a origem deste bife que acabou de trazer e que não consigo comer...

Extraído do Correio de Marília de 28 de agosto de 1973

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