sábado, 11 de agosto de 2012

Dia do Papai (11 de agosto de 1973)



Bem, a verdade é que todo dia é dia do papai, mas convencionou-se discriminar um do ano, para render-se uma homenagem ao “velho”.

Esse dia, que é móvel, recai sempre no segundo domingo do mês de agosto. Portanto, amanhã. E como esta secção fica “fóra do ar” aos domingos, fica consignada aqui, a homenagem aos pais todos. Ao pai rico, ao pai pobre, ao pai gordo, ao pai magro, ao pai baixo, ao pai alto, ao pai cabeludo, ao pai careca, ao pai preto, ao pai branco, ao pai analfabeto, ao pai letrado, ao pai são e ao pai doente.

E também, à memória do pai que já partiu, desta para a melhor (ou pior).

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Um homem simpático, apesar de feio de rosto, conheci na Itália. Um militar inteligente e digno do uniforme que vestia.

Um homem que tinha a simplicidade de uma criança e a versatilidade de um gênio, com a cabeça no lugar adequado. Que sabia solidarizar-se com os pequenos e humildes. Esses pequenos e humildes eram soldados. Dentre todos os soldados, de Exércitos de várias nações, incluíam-se os “pracinhas” brasileiros que combatiam na II Grande Guerra Mundial.

Esse homem era o General Douglas Mac Arthur.

Ele escreveu a “Prece de um soldado por seu filho”, em pleno campo de batalha.

Uma profissão de fé, que radiografa o mais puro sentimento de um pai, com relação aos filhos.

Minha homenagem aos pais, pela sua data que amanhã transcorrerá, é a transcrição dessa prece. Ela retrata a verdadeira alma e o verdadeiro sentimento de um pai.

Ei-la:

“Faze, Senhor, de meu filho um homem tão forte, que saiba quanto é fraco. E bastante bravo, para enfrentar-se à si mesmo, quando tiver medo.

Um homem altivo e inflexível, quando derrotado numa luta honesta e humilde e manso, quando vitorioso.

Faze de meu filho, Senhor, um homem cujos desejos não tomem o lugar dos átos. Um filho que Te conheça – e saiba conhecer-se à si mesmo e à pedra fundamental de toda a sabedoria.

Conduze-o, rogo-Te, não por caminhos fáceis e cômodos, mas sob a pressão e o incentivo das dificuldades e das lutas.

Ensina-o a manter-se firme durante as tempestades. Ensina-o a ter compaixão dos que falham.

Faze de meu filho, Senhor, um homem de coração limpo e ideais elevados. Um filho que queira dominar à si mesmo, antes de querer dominar os outros homens. Que anteveja o futuro, porém sem jamais esquecer o passado.

E depois que ele for o senhor de tudo isto, da-lhe, rogo-Te, Senhor, bastante senso de humor, para que possa sempre ser sério, sem contudo encarar a si mesmo com excessiva seriedade.

Da-lhe a humildade, a simplicidade da verdadeira grandeza, o espírito compreensivo da verdadeira sabedoria e a verdade da verdadeira força.

Então, eu, seu pai, ousarei murmurar:

- Não vivi em vão!”

Extraído do Correio de Marília de 11 de agosto de 1973

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