segunda-feira, 9 de julho de 2012

Nosso candidato à deputado (4 de julho de 1973)


Sinto-me à vontade e à cavaleiro, todas as vezes que falo sobre a irretorquível necessidade, de elegermos nossos deputados próprios, especialmente no âmbito estadual.

Modéstia de lado, coube à mim, a felicidade de ter levantado pela primeira vez em Marília, a bandeira pró eleição de um candidato local.

Isso, foi no ano de 1946 e só depois do jornal, é que a própria Câmara e nossas forças políticas, aferraram-se no mesmo terreno.

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Os mais antigos marilienses e as coleções do “Correio”, são o testemunho dessa afirmativa.

Por ocasiões que precederam todos os pleitos eleitorais, a partir do chamado período de redemocratização do país, após a promulgação da Constituição Federal de setembro de 46, tendo participado ativa e efetivamente dessa análoga luta.

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Quando das últimas eleições para a deputação federal e estadual, tive a oportunidade de afirmar, ao Dr. Doreto Campanari, em seu comitê eleitoral da Rua 9 de Julho, que ele não seria eleito deputado. E expliquei o porque desse meu modo de pensar: legenda.

Asseverei-lhe mais, que se a sua inscrição como candidato, ocorresse pela Arena, que ele “estouraria” em Marília e obteria um coeficiente de votação, verdadeiramente surpreendente, em outros da região.

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Dias antes, dissera eu ao Dr. Aniz Badra, aqui na redação, de que se surgisse a “dobradinha” Badra-Doretto, pela Arena, Marília elegeria Badra deputado federal e Doretto deputado estadual.

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Passado o pleito último, verificamos a não eleição nem de Badra e nem de Doretto, fato que corroborou aquilo que havia eu prognosticado.

Dias após conhecidos os resultados das referidas eleições topei com Doretto na Avenida. Cutuquei o mesmo assunto. O oftalmologista, não “se abriu” para afirmar que eu estava certo, mas deixou-me em condições de perceber, que ele aceitava o resultado e que de certa forma concordava com aquilo que eu antes afirmara.

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Tempos após, novamente palestrando com o simpático médico, assegurei-lhe:

- Doutor, o senhor não se elegeu deputado, porque não quis e sabe a razão. Ainda há tempo e para as próximas eleições, saia pela Arena que terá vitória garantida.

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Dia destes, Pedrão, o prefeito, pintou aqui na redação, como sempre faz.

O repórter Luiz Carlos (Lopes), assim que viu Pedro Sola, lançou a rêde, para saber a posição do prefeito, em relação à próxima campanha pró eleição de um deputado mariliense. O prefeito disse que por enquanto só havia realizado algumas sondagens, mas sem um ponto de vista definido.

Aí, entrei na conversa.

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Disse ao prefeito Pedro Sola:

- Eu sei a formula de eleger um deputado estadual. E garanto a eleição desse elemento.

O prefeito olhou-me como a indagar e continuar a afirmativa. O mesmo ocorreu com o jornalista Luiz Carlos.

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Afirmei, então:

É fácil, facílimo. Basta “comprar o passe” de Doretto do MDB e lança-lo pela Arena. Macacos me lambam e me mordam, se o querido médico mariliense não for eleito.
 
Extraído do Correio de Marília de 4 de julho de 1973

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