terça-feira, 10 de julho de 2012

Batendo no mesmo prego (10 de julho de 1973)


Nada aqui, de dar uma no prego e outra na ferradura.

Vou continuar a bater no mesmo prego, por saber muito bem, que pão é pão e queijo é queijo.

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Jamais fui contra aquilo que se chama oposição partidária, por entendê-la como necessária e apêndice, do próprio regime de uma democracia.

De minha parte, nunca classifiquei tal sistema, de “mal necessário”, como já fizeram outros.

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Quem não sabe distinguir um carretel de linha de um elefante corre o risco de ir ao bazar comprar um carretel de linha e se o bazarzeiro lhe deum elefante, acabará levando o paquiderme para casa!

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Num quartel, o sargento-de-dia viu e estranhou, um vaso com flores sobre a mesa do comandante. Chamou o soldado de plantão da Casas das Ordens e esbravejou:

- Quem foi o burro que mandou colocar aquelas flores ali?

O praça respondeu:

Foi o coronel, meu sargento.

E o sargento, saindo do lance:

- Fica preso, por chamar o coronel de burro!

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Quando a “chaufese” descuidou-se do volante e acabou “entrando” na trazeira daquele “1.800”, jogou a culpa no homem que dirigia o carro que estava à sua frente. Alegou que ele havia freado repentinamente.

Mas o homem do carro vitimado, esclareceu ao guarda de trânsito:

- Não é bem isso, seu guarda... é que a madama, ao invés de usar o breque, usou só a busina...

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Um vereador, ocupando a tribuna da Câmara Municipal, defendendo ardorosamente um ponto de vista que nenhuma razão tinha de ser, saiu-se com esta:

- O que está “estragando” o projeto de lei, é justamente o artigo que diz “revogam-se as disposições em contrário”!

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Já pensaram, que coisa esquisita, seria o caso de um distinto ir ao hospital para extirpar uma hérnia e o médico extrair as amigdalas, deixando a hérnia “em paz”?

Ou o cara que chegou no botequim e pediu um sanduiche de presunto. O bar-man disse que sentia, mas que o pão havia acabado. O freguês pediu, então, um sanduiche de queijo. O homem do balcão voltou a esclarecer, que não tinha pão. O outro pediu, então, um sanduiche de mortadela. Nova resposta negativa, por falta de pão. E o distinto, enfezado:

- Então me dá só pão, bolas!

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Claro que o distinto não fazia o carro “pegar” depois de ter enchido o tanque.

O carro sempre fora movido a gasolina, mas o “inteligente” homem do posto de serviço havia enchido o tanque de óleo crú!

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Se meu amigo Doretto Campanari, sair candidato a deputado pela situação, irei privar-me de um grande oftalmologista, se um excelente vereador, do convívio de uma figura personalíssima e estimada.

Mas restar-me-á o consolo, de que nossa querida Marília passará a ter um legitimo advogado de suas causas e interesses, no Palácio do Ibirapuera.

Um grande conforto.

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Parece-me, que isso não acontecerá.

Doretto, segundo me consta, sairá candidato pela oposição.

Sou obrigado a aceitar o inevitável:

Doretto continuará em sua clínica, em Marília, nas ruas da cidade, sentindo o calor de seus amigos marilienses.

Extraído do Correio de Marília de 10 de julho de 1973

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