sábado, 19 de novembro de 2011

Prédio próprio da Casa da Lavoura (19 de novembro de 1959)

Em nossa edição de ante-ontem, divulgamos que se pretende construir em Marília, sob a égide e responsabilidade da Secretaria da Agricultura, um prédio próprio para a Casa da Lavoura.

O aludido edifício, inicialmente orçado em sete milhões de cruzeiros, destinar-se-á a agasalhar todas as dependências superintendidas pela delegacia regional local e faz parte do “plano de ação” do atual Governador do Estado. Teria, então, a finalidade de centralização de serviços diversos e setores vários daquela unidade, abrangendo a região discriminada de inúmeras centros da Alta Paulista.

Marília e mais 306 cidades interioranas, serão dotadas, segundo consta, desse melhoramento, melhoramento para o próprio serviço público e que virá se constituir, fóra de dúvidas, em mais um marco oficial do progresso urbanístico da cidade.

As plantas, estudos e orçamentos de todos esses prédios já foram concluídos e objetiva-se a construção desses tipos de edifícios num período relativamente rápido, ou seja, em seis meses apenas. O financiamento dessas construções será garantido pelo IPASE.

Cogita-se o início das óbras dos primeiros prédios dêsse porte, ainda no ano em curso, dependendo, conforme se noticia, de interesse em maior ou menor instância, das próprias comunas. Isto é, serão iniciadas as primeiras construções nas cidades que de imediato oferecerem, em doação, ao Govêrno do Estado, para o fim específico, a respeita área de terreno.

Em nossa cidade, como sempre, já foram dados os primeiros passos, numa demonstração inequívoca de que “não se dorme de botinas” em Marília. Uma comissão de vereadores, já foi designada pela edilidade, para tratar da questão de escolha e demais medidas destinadas à determinação do terreno. Isso vem provar que nossas autoridades estão alertas e vigilantes e que não pretendem deixar escapar a oportunidade que se nos foi oferecida.

Sebastião Mônaco, Nasib Cury e Gumercindo Muniz Sampaio são os edís integrantes dessa comunicação, que, segundo se sabe, já se poz a campo.

É mistér que o interesse por êsse motivo seja constante e rápido, bem como as suas providências imediatas de todo. É necessário que Marília não deixe escapar a oportunidade, bem como necessário é que a Secretaria da Agricultura se interesse de tato em realizar em definitivo e rapidamente o plano em aprêço.

Não que existam dúvidas a respeito dessa questão; é que nenhum mariliense desejará, com tôda certeza, que o prédio próprio da Casa da Lavoura, óra em referência, venha a incorpora-se ao ról das “realizações”, como por exemplo, o Hospital das Clínicas (em seu projeto original), o Corpo de Bombeiros, o Pronto Socorro Municipal, a distribuição de maior número de semáforos, etc., etc..

É bom, portanto, que a Comissão dos vereadores referidos e mesmo o Sr. Prefeito Municipal, se interessem pelo fato, jamais descuidando dessa questão.

Vamos nos empenhar, para, que, desta vez, essa idéia que interessa de perto à Marília, não venha a ficar no “tinteiro”.

Extraído do Correio de Marília de 19 de novembro de 1959

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