terça-feira, 4 de outubro de 2011

Eleitores às urnas (4 de outubro de 1959)

Cessada a barulheira da campanha política, silenciados os discursos dos candidatos e a voz dos alto-falantes, deve a esta hora, o eleitorado mariliense, encontrar-se em condições de votar.

Hoje é o grande dia. Data de expectativa e ansiedade, embora disfarçável para alguns. A voz soberana do povo, traduzida pela sua vontade no exercício dêsse dever cívico (uma das mais belas coisas que nos legou a Democracia), se fará sentir, como a sentença de um Juiz.

Temos em nós que todos os marilienses já estão com seus juízos perfeitamente formados e sabedores em quais nomes consignarão as suas preferências. Que o façam, pois, com a consciência tranquila, de maneira serena e exemplar como sempre aconteceu em Marília.

Nossos votos, nesta oportunidade, para que Deus, o Todo Poderoso, bem inspire o eleitorado mariliense, a fim de que êste acerte na escolha de seus futuros legisladores, elegendo os melhores, os mais bem intencionados, os mais capazes e os que melhor possam e consigam desobrigar-se dos deveres inerentes aos cargos disputados. Nossos auguros para que se vote nos melhores, para não eleger os piores.

E que os que forem eleitos, tenham forças suficientes e sinceridade necessária, para o cumprimento da torrente de promessas empenhadas publicamente com todos nós. Nossos auguros ainda, para que aquêles que forem determinados vencedores do pleito, sejam os nomes e homens que forem, sejam também inspirados pela fôrça soberana do Pai de todos, para a desenvoltura de um plano de trabalhos sincero e leal, em beneficio de Marília e em pról dos interêsses de nossa coletividade.

Afirma antigo e sábio brocardo, que “cada povo tem o govêrno que merece”. Nós nos consideramos merecedores de um bom govêrno. O voto arma secreta, confere ao povo, o privilégio de determinar seus dirigentes. Que saiba manejar e empregar essa faculdade tão honrosa.

Nossos desejos ainda, para que a consciência de todos os eleitores seja pura e cristalina, como a água que jorra das cachoeiras. Que a consignação dos sufrágios seja feita para o bem de Marília e de sua gente, sem a interferência de atendimento a pedidos de amigos e sem o empenho de condições de esperança de um emprego, um favor ou o vil dinheiro. Que o voto tenha um único objetivo: o bem de Marilia, a felicidade de seu povo.

Por outro lado, nosso apêlo para que todos compareçam às urnas, a fim de exercer o dever do voto.

Eleitores, às urnas!

Eleitores, meditem bem e aquilatem igualmente bem, a enorme responsabilidade dêsse dever cívico. Da atitude impensada ou da má escolha, redundarão decepções para a cidade e seu povo. De escolha acertada, advirão os benefícios desejados e aguardados a felicidade geral e a continuidade do dinamismo mariliense!

Extraído do Correio de Marília de 4 de outubro de 1959

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