domingo, 13 de março de 2011

Notícias Diversas (13 de março de 1959)

Cresce no Rio de Janeiro, movimento que principia a alastrar-se por todo o país, visando empenhos no sentido de que o Presidente da República extinga a COFAP e órgãos correlatos.

Uma vez que, o mencionado organismo não cumpre mesmo suas finalidades precípuas, não há razão de ser de sua existência, cujas provas mais concretas, tiveram-nos (e têm-nas) os brasileiros, com o propalado e recente congelamento de preços, que nada mais significou do que um mito.

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Por falar em COFAP, o autor destas linhas, certa ocasião no Rio de Janeiro, ficou conhecendo determinada pessoa, estabelecida com escritório de contabilidade, corretagens e despachos. Em conversas variadas sôbre assuntos diversos, veio à baila a atuação da COFAP. E esse novo amigo confessa na ocasião, entre um aperitivo, que, tento sido nomeado membro da COFAP, “mascava” 12 mil cruzeiros por mês, para comparecer a duas reuniões mensais!

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Os marilienses apreciarão no Dia do Município, a Banda dos Fuzileiros Navais, o maior e mais perfeito conjunto musical-militar da América do Sul e um dos mais famosos do mundo inteiro.

Será um espetáculo maravilhoso, inédito em Marília, digno de ser visto por grandes e pequenos.

Nós, que já tivemos de assistir espetáculos proporcionados pela referida corporação, discordamos da idéia vigente, de que a exibição das evoluções e formações diversas da Banda seja feita na Avenida. Pouca gente terá o ensejo de ver, porque além das poucas pessoas que se plantarem nas sacadas dos prédios e das gentes que constituírem a “testa” da cêrca humana, os demais (a maioria), sofrerá empurrões, pisões e nada verá.

O lugar adequado, pelas observações que já fizemos, é mesmo o Estádio Municipal, porque facultará ao público a visibilidade completa, em virtude das arquibancadas.

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Já que falamos nisso, bom seria que a Prefeitura Municipal proceda a uma revisão nas arquibancadas do Estádio, onde muitas taboas se encontram apodrecidas ou depredadas, constituindo perigo para lotação pública.

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É possível que os “pracinhas” de Marília emprestem também a sua colaboração aos festejos do Dia do Município, organizando um “Museu Relâmpago”, onde exporão diversas armas, munições, objetos e roupas, além de outros fatos relacionados com a última guerra e de uso dos ex-combatentes. Será, pelo que soubemos, uma contribuição modesta e simples (em virtude do pequeno número de “pracinhas aqui radicados), porém inédita para os marilienses.

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Preços incríveis estão alcançando em Marília os frangos e óvos nesta quaresma. Produtos isentos de impostos e taxas, estaduais e municipais, não se sabe a razão de tão elevadas cotações dos mesmos.

Aliás, não somente óvos e frangos, mas tudo o que se vende nas feiras e nas ruas hoje em dia está assim.

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Moradores da Vila Fragata, continuam reclamando a quem de direito, por nosso intermédio, acêrca do abandono que se encontra o bairro mais próximo do centro da cidade.

Sem serviço coletor de lixo, sem policiamento diurno ou noturno (dizem), com o mato crescendo e ameaçando dominar tudo, o perigo ronda constantemente os alí residentes, ameaçando mocinhas que estudam ou trabalham e que regressam à noite aos lares.

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Se, efetivamente a Banda dos Fuzileiros Navais vier à Marília através de aviões da FAB, conhecidos como “vagões voadores”, os marilienses terão mais uma vez a ocasião de apreciar mais demoradamente esses colossais “gigantes do ar”.

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O comércio mariliense deverá tudo fazer para bem ornamentar os estabelecimentos por ocasião do Dia do Município, colaborando assim com o brilhantismo que esperam alcançar as autoridades e o público mariliense.

Extraído do Correio de Marília de 13 de março de 1959

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