domingo, 3 de janeiro de 2010

Pronto Socorro Municipal (3 de janeiro de 1958)

Dissemos em nossa edição de ante-ontem (que infelizmente não foi localizada pelos editores deste blogue), que voltaríamos ao assunto. Aquí estamos.

Não póde Marília prescindir da criação do Pronto Socorro Municipal. Não póde e não deve. Cidade culta, destacada dentre suas irmãs (mesmo as mais velhas e progressistas), dinâmica e moderna, com 110 mil almas em seu município, Marília, que sempre primou em acompanhar as exigências do progresso hodierno, deve dispensar atenção especial ao fáto em téla.

Numa das primeiras sessões ordinárias que a edilidade realizar no ano em curso, deverá a Câmara apreciar o projeto de lei existente à respeito, de autoria do vereador Durval Sproesser, proposição éssa que trata do assunto óra focalizado.

Referimos em nosso comentário anterior, que o projeto deverá ser aproveitado, com alguns retóques. Exemplificaremos nosso ponto de vista:

Não tivemos o ensejo de manusear o aludido trabalho, que ainda não se tornou público, porque não foi discutido em plenário. Entretanto, bem feito, explêndidamente confeccionado, encerrando assunto de suma importancia, encontrará, certamente, alguns impecilhos para a sua aprovação, da maneira como foi elaborado. O transtorno primordial, sem nenhum negar, será de carater financeiro.

Um quadro de médicos e enfermeiros municipais, onerará muitíssimo o erário público, embóra seja obrigação da municipalidade dispender verbas em pról do sossego e segurança de seus munícipes. Por outro lado, o ambulatório necessário ao Pronto Socorro, não custará pouco. Melhor seria então, fazer-se um convênio com um hospital da cidade, onde ficasse firmado que os médicos de plantão no citado nosocômio, prestassem serviços ao Pronto Socorro. Igualmente aos enfermeiros. Disporia apenas o município, além de uma ou duas ambulância(s), os medicamentos de emergência e uma verba destinada anualmente.

O ideal, seria mesmo o Pronto Socorro Municipal próprio da Prefeitura. Acontece que o município teria que contratar seis a oito médicos (no mínimo), de maneiras a que um facultativo sempre estivesse de plantão, durante as 24 horas do dia. Os honorários médicos, como todos sabem, são caros. Uma ou duas ambulâncias, sua manutenção, seus motoristas, o corpo de enfermeiros (de quatro ou mais), drogas e medicamentos, além das despesas de água, luz, telefone, etc., custariam muito mais do que um convênio com um hospital. Principalmente se atentarmos que poderemos obter em nossa cidade, como deferência e colaboração, um contrato de serviços por um preço regular e a cooperação inestimavel da classe médica em trabalho de rotina.

Assunto digno de estudos(.) A sugestão presente, ao lado de um rotineiro trabalho jornalístico, é bem intencionada. Bem mariliense.

Extraído do Correio de Marília de 3 janeiro de 1958

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