sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Feliz Natal, leitores! (25 de dezembro de 1957)

Nésta data magna da Cristandade, no dia em que comemoramos o transcurso do nascimento do Filho de Deus, vamos fazer uma pausa na variedade de assuntos habitualmente focalizados nésta coluna.

Ao assim procedermos, temos em mira, unicamente, o apresentar aos amáveis leitores do “Correio”, especialmente àqueles que nos distinguem com a leitura de nossos modestos escritos, os sinceros votos de um Feliz Natal.

Natal! Dia de alegria, de felicidade. Até a natureza procura cooperar com a satisfação das gentes em todos os 25 de dezembro. Os semblantes irradiam algum explendor, traduzindo nos abraços-amigos trocados entre os que se estimam. Um dia de alegria, que todos procuram comemorar com alegria. Um dia feliz, que todos tentam passar dentro da mais indestrutivel felicidade.

Nos últimos dias, vimos a cidade apresentando um movimento desusado. Gente, humilde ou abastada, nova ou velha, preta ou branca, ondulando as ruas, adquirindo alguma coisa ou não. Uns observando vitrines, outros comprando, outros simplesmente passeando.

A aproximação do Natal é sempre assim.

Ninguem consegue esconder uma satisfação que nasce internamente irradiando-se afinal.

Ninguem (principalmente aqueles que são cristãos) é capaz de permanecer indiferentes à majestade da grande data. Ninguem.

Nem todos, entretanto, por motivos de ordem pecuniária, conseguem passar um Natal como pretendem. Entretanto, todos se esforçam para tal. Todos fazem um sacrifício, por pequeno que seja, para que o Dia de Natal seja diferente, como de fato o é.

Os que melhores condições de vida desfrutam, conseguem realizar todos os intentos próprios da tradição. Ha os que se preocupam tambem com o próximo, socorrendo as dificuldades alheias. Nésta época, a mais bela do ano, mais se têm caracterizado o espírito altruí(s)tico do povo mariliense. Muita gente tem procurado pensar no próximo, prestando auxílios aos necessitados, numa demonstração inequívoca de solidariedade humana e cristã.

Oxalá isto continue a perpetuar-se, para que o preceito do próprio Evangelho prossiga a ser difundido e respeitado, conforme nos ensinou Nosso Senhor Jesús Cristo.

Hoje é um dia alegre. Roguemos a Deus para que proporcione meios a todos nós, desde o mais humilde e póbre até o mais rico e poderoso, para que vivamos um dia sagradamente feliz.

E nésta ocasião, em que se comemora a maior data da cristandade, peçamos tambem ao Todo Altíssimo, que nos inspire no sentido de melhor vivermos, de melhor nos compreendermos mutuamente, melhor nos auxiliarmos, sem ódios, sem vinganças, sem orgulhos vãos e tolos. Que Deus inspire tambem nossos chefes e governantes, para que apresentem, cada vez mais, os verdadeiros e sagrados intentos outorgados pelos próprios cargos, em pról da felicidade geral dos brasileiros.

Nêste ensejo, nos congratulamos com todos nossos amigos e leitores, abraçando-os e externando nossos votos de um Natal Feliz, que prenuncie um Ano Novo pleno de felicidades e duradouro eternamente de paz e alegria.

Feliz Natal, leitores!

Extraído do Correio de Marília de 25 de dezembro de 1957

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