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Mestres, uni-vos (31 de julho de 1957)

Em nossa edição de amanhã, transcreveremos do Diário Oficial do Estado, os planos e a estrutura da instalação da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Marília, recentemente criada em nossa cidade. Pela íntegra da mencionada transcrição, que é de interêsse vital e deve ser conhecida por todos os marilienses, perceberemos o fiel desejo do diretor dr. José Quirino, aliado às promessas do próprio Governador, em auscultar a opinião pública, para saber as preferências e as especialidades dos diversos cursos que integram uma Faculdade de Filosofia. Dissemos, num dos nossos artigos anteriores, que o próprio diretor da escola, em conversa com nossa reportagem, solicitara-nos fôssemos seu porta-voz, interpelando os marilienses acerca de suas preferências. Na ocasião, transmitimos aos nossos amáveis leitores, a certeza de que os estudos para a consulta a opinião dos marilienses estavam sendo elaborados e seriam oportunamente divulgados. Já o foram, através do órgão da imprensa oficial do E...

Corresponderá a construção de Brasília? (30 de julho de 1957)

Para o leitor menos avisado, poderá parecer antipatriotismo de nossa parte a utilização de um epígrafe como o que escolhemos para a nossa crônica dêste espaço diário. Pelo contrário, tal vem a representar uma grande preocupação pelas coisas de nossa terra e de nossa gente. Data de muito, a preocupação de antigos govêrnos do Brasil, em mudar para o centro do país, a nossa capital. A “marcha para o oeste”, preconizada pelo então presidente Getúlio Vargas, jamais passou de alguns trechos de discursos dirigidos aos brasileiros por ocasião de passagens do Dia do Trabalho. O atual govêrno do Brasil, entendeu de operar a mudança da Capital Federal, num abrir e fechar de olhos. A idéia, conforme dissemos em outra ocasião, é louvável e essa mudança poderá mesmo significar uma completa metamorfose no desenvolvimento do país, que apresenta hoje mais de duas terças partes do território, praticamente alheias ao progresso de nossos dias. O que não está correspondendo, é o processo pelo qual se está ...

“Batendo no mesmo prégo...” (27 de julho de 1957)

Perdoem-nos os amáveis leitores, pela insistência com que repetimos o fato: precisamos e não podemos deixar de eleger, no próximo pleito eleitoral, o l (e) gítimo deputado mariliense. Partidos políticos de várias cidades interioranas, já elaboraram estudos inclusive para os futuros candidatos a prefeitos e vice-prefeitos; nomes já foram dados ao conhecimento público. Enquanto isso, em Marília, os partidos políticos ainda estão bastante frios. Sabemos que existem trocas de idéias partidárias, entre as próprias correntes políticas locais, sem nenhum resultado concludente a presente data. Ha, ao que parece, ao lado do natural receio de fracasso, a dificuldade de nomes, uma vez que tudo faz crêr, que, as diversas correntes políticas locais estão propensas a apoiar um candidato único, “desde que seja do próprio partido”. Ficam mudos os mentores políticos locais, quando percebem interesse do reporter. Uns, “nada sabem”; outros alegam que “só o diretório poderá dar a palavra oficial”. A verda...

Prezado E-Leitor de José Arnaldo/De Antena e Binóculo

Você que lê os textos históricos escritos por José Arnaldo em De Antena e Binóculo, faça-nos um grande favor: comunique os possíveis erros e ou incorreções que notar nas crônicas que blogamos praticamente todo dia. Gratos, Sueli e Cláudio Amaral, editores. clamaral@uol.com.br 26/7/2009 09:27:06

Plano para baixar o custo de vida (26 de julho de 1957)

Um telegrama procedente do Rio de Janeiro, dá ciência de que a Associação Rural de Goiás fará a entrega ao Presidente da República, de um memorial contendo uma fórmula destinada a baixar o custo de vida no Brasil. Conforme se depreende do corpo do aludido despacho, a baixa do custo de vida será possivel, através de financiamento aos produtores brasileiros pela própria COFAP, que além disso adquirirá a produção total, para entrega-la posteriormente ao consumo público, por intermédio de armazens populares, ou de comerciantes honestos, que se limitem a um lucro apenas razoavel. Tal esquema, ao que anuncia, prevê ainda uma série de outras providencias, entre elas a criação e instalação nas capitais dos Estados e municípios de grande projeção no campo agro-pecuário, de patrulhas motomecanizadas, destinadas ao destocamente e aração das terras destinadas à agricultura. A notícia, assaz otimista, antevê mesmo que o aludido plano virá provocar séria reação por parte daqueles que são intermediár...

Açucar a Cr$ 7,00 o quilo (25 de julho de 1957)

Comentavamos ainda a pouco, a divergência do preço do açucar na cidade, fazendo menção de que em Marília, o mesmo produto estava sendo vendido num estabelecimento comercial à razão de 55 cruzeiros e em outras casas, a 68 e 70 cruzeiros. Dissemos, na ocasião, que o fato nada mais éra do que o reflexo inconteste do atual estado de desgoverno em que vivemos. Não dissemos nenhuma novidade, entretanto. Agora, novamente, torna a impor-se ao nosso dever, comentar a situação do açucar. O Brasil está exportando tal produto de primeira necessidade, a preços que representam a metade dos colocados no mercado varejista atual. Além do mais, está prenunciando a ameaça de ser o custo do produto aumentado ainda mais. Estamos, enquanto isso, exportando o açucar de primeira, à 7 cruzeiros o quilo! O aumento pretendido, virá por certo, como costumam “vir” todas as coisas que objetivam arrancar mais algumas tiras de couro dos costados do sacrificado povo brasileiro. Os trabalhadores da industria açucareira...

Friozinho impertinente... (24 de julho de 1957)

Nós, aqui da região, pouco habituados às baixas temperaturas não estamos lá mui satisfeitos com o friozinho impertinente que ultimamente domina tudo. Na madrugada de domingo (21/7/1957) , os barômetros acusaram a temperatura de um grau abaixo de zero, logo pela manhã. Foi realmente uma onda de frio bastante rude aqui para a nossa zona, melhor sentida por aquêles que residem em casas de táboas, dessas em que o vento penetra pelo telhado, pelo assoalho, pelas frestas de janelas e portas, por tôda a casa, enfim. É vento da famosa “esquina dos ventos uivantes”? Tem cortado mais do que navalhas de aço sueco! Os que possuem agasalhos suficientes, tiveram oportunidade de utilizá-los nos últimos dias. Os outros, que estão em “deficit” nesse setor, sofreram mais do que camelhos nas nevadas da Groelândia. Domingo passado, nas proximidades do Mercado Municipal, um trator com um reboque conduziam alguns cacarecos, que representavam u’a mudança de um de nossos caboclos da lavoura. Alguns colchões e...