sábado, 3 de agosto de 2013

Noticiazinhas (03 de agosto de 1976)


A Feira da Fraternidade atingiu seus objetivos, quais seja a amealhamento de recursos, destinados à fins de benemerência.

Como primeira realização do gênero, pode-se mesmo acreditar que completou-se em suas finalidades. Público prestigiou e entidades assistenciais beneficiaram-se reforçando suas caixinhas, para melhor desobrigarem-se de suas funções assistenciais.

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Agosto normalmente é o mês das queimadas, época em que os agricultores põem fogo em determinadas áreas, com o objetivo de facilitar as capinas e os destocamentos.

Todavia, a par dessas providências que já fazem parte da própria sistemática agrícola, deve-se ter em conta também que pessoas desocupadas ou irresponsáveis, costumam atear fogo em capinzais e plantações a beira de rodovias, num gesto autenticamente criminosos.

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As cancelas da Fepasa – as “bicheiras” de Marília – continuam irritando todo mundo.

O tráfego e as manobras das locomotivas e composições são inevitáveis.

Todavia, vezes há em que o espaço-tempo em que o trânsito é seccionado por esses motivos, por vezes é muito longo.

Isso é um grande mal a aumentar o enorme mal já existente.

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Madeiramento destinado a concretagem do primeiro pavimento da nova Estação Rodoviária já está “subindo”.

A exemplo do gigantesco prédio da Telesp, que se ergue nas mesmas imediações, já se principiou a “desenhar” o edifício da Rodoviária, tema-assunto que foi prato político no passado, que serviu de explorações de engodo e demagógicas e que se traduz hoje um problema aprioristicamente conjurado.

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Leite subindo, gasolina subindo, medicamentos subindo, tudo subindo.

Só não sobe mesmo é índice de vergonha de muita gente por aí.

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Campanha política está para ser iniciada em termos oficiais e públicos. Até aqui os trabalhos foram velados e mais na base do tateamento de terreno.

Agora vai ser para valer e pelo que se pode perceber o caldeirão político vai iniciar a ferver.

Não dá para manter muito firme a esperança de que a campanha política póssa ser conduzida dentro de um nivelamento altivo e elevado, conforme propalou o prefeito municipal.

Existe um candidato à prefeitura que deve estar bolando e maquinando cobras e lagartos para falar nos comícios políticos. Vocês vão ver.

E ninguém vai pretender engolir sapos.

Podem anotar.

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Tem gente “assim” na expectativa de “emprego” durante a campanha eleitoral, tanto para trabalhar nos comitês como na campanha propriamente dita.

Tipo de serviço bom esse, pois só acontece de quatro em quatro anos…

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Outro dia contei o caso de um candidato a vereador que obteve somente um voto – o dele.

Mas existiu no passado, aquí em Marília, um outro mais esdruxulo ainda: determinado candidato local, não obteve nem um voto. Nem mesmo na urna em que ele votou apareceu um sufrágio!

Verdade.

Extraído do Correio de Marília de 03 de agosto de 1976

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