sábado, 1 de setembro de 2012

A Fiação, afinal (1º de setembro de 1973)



Ouvi pelo rádio, parte da sessão de nossa Câmara municipal, na noite de quinta feira última. Devido a uma falha antiga no sistema de inter-comunicações internas, quem “assiste” os trabalhos camarários, nem sempre consegue ouvir todos os apartes dos vereadores, dirigidos aos que (se) encontram na tribuna.

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Com respeito a apreciação e votação do projeto de lei, visando a aquisição, de área discriminadas e especifica, para a instalação da Industria de Seda Kobes, aqui fica consignado um voto de louvor de minha parte.

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Muito zelosa e perspicaz, foi a Comissão de Justiça, oferecendo duas emendas ao projeto, com a finalidade de seu aprimoramento e encaixamento perfeito, às normas da clareza jurídica.

Foi uma coisa fácil, uma colaboração eficiente e judiciosa, ao conteúdo original do projeto da municipalidade, o que não aconteceu em ocasiões anteriores, quando outros projetos foram recusados e devolvidos para reparos. Ficou provado, que é fácil colaborar, quando existe vontade. Nesse caso, existiu muita. Além do mais, intentos confessos e comprovados de colaborar com o aceleramento do progresso da cidade.

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A edilidade realizou uma ação digna de aplausos, porque soube entender em toda a sua profundidade, o alcance do referido projeto de lei.

Sua aprovação, virá dar condições ao Prefeito, bem como ao grupo Kobes, de dotar Marília da maior Fiação de Seda da América Latina.

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Se se responsabiliza a Câmara, quando por sua soberana decisão, pratica átos, que, parte do povo reprova, é justo que se louve a edilidade, por todos os seus membros, pela posição adotada, nesse projeto de lei, executando um trabalho pró Marília, pois dessa sua ação, surgirá a consumação que garantirá a instalação da mencionada indústria nipo-mariliense.

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O próprio parecer da Comissão de Justiça, no projeto referido, representou uma obra da jurisprudência, se considerarmos a importância do projeto. Se analizarmos os benéficos efeitos futuros para o porvir mariliense.

O citado arrazoado, por si só, esclareceu de forma clara uma decisiva e a margem de qualquer duvida, o verdadeiro espirito e intenções da propositura originária.

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Como se não bastara, o relator do parecer aludido, vereador Josué Francisco Camarinha, explanou da tribuna, de maneira perfeita e com meridiana clareza, os efeitos e os propósitos do projeto, os objetivos do mesmo, sua representação porvindoura e a sequencia de benefícios, que do mesmo advirão, para Marília futura.

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Em que pese certa dificuldade de transmissão do vernáculo pátrio, o vereador Hideharu Okagawa, pronunciou oração sobre a questão, reforçando a explanação do relator, com um eficiente oferecimento de cifras e dados, sobre o funcionamento da futura fiação de Seda.

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Ai está uma conquista de Marília, em cujo labor se fez presente um trabalho de equipe, desde o grupo Kobes, o grupo Zillo-Lorenzetti, o Governador Laudo Natel, o prefeito Pedro Sola e a sacramentacão da Câmara Municipal.

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Desculpem os leitores, a exteriorização deste euforismo sobre o fato.

É que aprendi a gostar muito de Marília, lutar pelas suas causas e coisas, vibrar e ufanar-me de seu dinamismo impar e de sua irrefreável febre de progresso.

Extraído do Correio de Marília de 1º de setembro de 1973

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